Dono do imóvel alugado por Lula deve esclarecer contradições sobre recibos

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Com Juliana Goss, BandNews FM Curitiba

O engenheiro Glaucos da Costamarques deve ser ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro no dia 15 de dezembro. Tanto Costamarques quanto o contador João Muniz Leite devem esclarecer em seus depoimentos contradições sobre o período em que foram assinados os recibos referentes aos pagamentos do aluguel do apartamento vizinho ao da residência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo (SP).

O aluguel da propriedade pela ex-primeira dama Marisa Letícia faz parte da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) que acusa Lula de receber propina oriunda de contratos da Odebrecht com a Petrobras. Para os procuradores, o petista não pagou alugueis pelo uso do imóvel que teria sido adquirido com dinheiro da empreiteira.

Os advogados de Lula negam as acusações e afirmam que não há qualquer prova de que Lula recebeu propina, muito menos de contratos da Petrobras. Os advogados afirmam que o próprio juiz Sérgio Moro admitiu em sentença de processo anterior não haver qualquer prova quanto ao recebimento por Lula de valores da Petrobras. (Leia a primeira sentença contra Lula)

Para o depoimento de Costamarques, os procuradores do MPF sugeriram questionamentos sobre as datas de confecção e assinatura dos recibos, bem como sobre a quantidade de documentos elaborados e firmados em cada ocasião. Além disso, a Força-Tarefa quer confirmar quem são os responsáveis pela elaboração dos comprovantes.

Para a acusação, a forma como os documentos foram preparados podem comprovar que eles foram produzidos para dar amparo a uma locação simulada.