Equador é o terceiro país a proibir contratos públicos com a Odebrecht

Foto: Reprodução / Odebrecht
Foto: Reprodução / Odebrecht
Com BandNews FM Curitiba

O Equador é o terceiro país a proibir contratos públicos com a empreiteira brasileira Odebrecht, uma das principais investigadas pela Operação Lava Jato. A proibição é uma medida preventiva decretada pela Justiça do país sul-americano. O governo equatoriano não pode assinar contratos com a empresa enquanto o Ministério Público local investigar os esquemas de corrupção em que a empreiteira está envolvida.

Em acordos de leniência e delação premiada, a Odebrecht confessou o pagamento de propinas no Equador. Cerca de 33,5 milhões de dólares foram pagos a funcionários públicos ligados ao governo local.

Além do Equador, outros dois países já haviam proibido contratos com a Odebrecht. Na semana passada, Panamá e Peru determinaram medidas preventivas contra a construtora.

Os contratos internacionais representam 80% do faturamento total da empreiteira. As proibições de atuar em novas licitações com governos de outros países pode prejudicar, em longo prazo, o faturamento da empresa. O grupo tem 23 anos para pagar multas e reparações de R$ 7 bilhões – como parte do acordo assinado pela Odebrecht e Braskem.

O Equador está entre os 12 países onde a Odebrecht atuou de forma criminosa, segundo o relatório divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos – que também investiga a empreiteira, assim como as autoridades brasileiras e suíças. Além de Equador e Brasil, propinas foram pagas em outros dez países: Angola, Argentina, Colômbia, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela.