Ex-gerente da Petrobras é indiciado por corrupção em obras da Refinaria Abreu e Lima

Foto: divulgação: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Foto: divulgação: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

BandNews FM Curitiba

O ex-gerente da Petrobras Glauco Legatti foi indiciado pela Polícia Federal pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Também foram indicados o operador Shinko Nakandakari e o executivo ligado à Galvão Engenharia Erton Fonseca.

Aos dois últimos também foi atribuído o crime de participação em organização criminosa. Investigado na 20ª fase da Lava Jato, o ex gerente da estatal era um dos responsáveis pelas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, primeira obra a ser investigada pela Polícia Federal.

Quando tentou negociar um acordo de colaboração premiada, Glauco Legatti confessou ter recebido 120 mil reais de Nakandakari. O operador de propinas entregou o dinheiro escondido dentro de caixas de uísque e de vinho, a mando de Erton Fonseca.

Por outro lado, Shiko Nakandakari afirma que fez três remessas de propinas ao ex-gerente, totalizando R$ 400 mil. Segundo o despacho de indiciamento da Polícia Federal, assinado pela delegada Renata da Silva Rodrigues, Glauco Legatti nega ter recebido propinas três vezes – assume apenas a operação realizada pelas caixas de bebidas.

A delegada também afirma, em despacho, que outra empreiteira teria pago propinas ao ex-gerente da estatal. Além da Galvão Engenharia, a Odebrecht também teria efetuado o pagamento de vantagens indevidas para ter benefícios nas obras da Refinaria Abreu e Lima.

A suspeita é de que Glauco Legatti, neste caso, recebeu cerca de sete milhões de dólares no exterior. Contudo, essa linha de investigação faz parte de outro inquérito policial. Portanto, esse indiciamento não trata dos pagamentos suspeitos feitos pela Odebrecht – apenas os da Galvão Engenharia.

O indiciamento foi entregue à Justiça Federal do Paraná no último dia 26 de dezembro, mas corre em sigilo. O material foi entregue ao Ministério Público Federal, que analisa as provas colhidas pela Polícia Federal. Depois disso, os procuradores podem oferecer uma nova denúncia criminal. Se isto acontecer, e se a denúncia for aceita pela Justiça, os investigados tornam-se réus em uma nova ação penal aberta pela 13ª Vara Federal de Curitiba.