Ex-gerente da Petrobras tem liberdade negada na segunda instância

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Juliana Goss, BandNews FM Curitiba

O ex-gerente de engenharia da Petrobras, Roberto Gonçalves, acusado de envolvimento no esquema de corrupção na estatal, teve o pedido de liberdade negado em segunda instância. Ele foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 15 anos e dois meses por corrupção, lavagem de dinheiro e participação de organização criminosa.

A negação do habeas corpus foi decidida por unanimidade pela oitava turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre.

Gonçalves foi o principal alvo da 39ª fase da Operação Lava Jato. Ele é acusado de receber 12 milhões e 800 mil reais em propina das construtoras Odebrecht e UTC relativas a contratos para obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, Comperj.

No pedido de habeas corpus, a defesa de Roberto Gonçalves alegou que o réu tem residência fixa e bons antecedentes e que a manutenção da prisão corresponderia a uma “execução antecipada de pena”.

De acordo com as investigações, o ex-executivo teria usado contas no exterior, em nome de offshores, para receber a propina, inclusive em 2014, quando a Força Tarefa Lava Jato já havia desvendado o esquema de corrupção instalado na Petrobras.

Roberto Gonçalves está detido desde março deste ano e cumpre pena no Complexo Médico Penal, em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.