Léo Pinheiro entrega documentos que comprovariam obras de Lula em triplex e sítio de Atibaia

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Com Tábata Viapiana, CBN Curitiba

A defesa do ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, protocolou nesta segunda-feira (16) uma série de documentos no processo do triplex do Guarujá. A ação apura se a empreiteira reformou o imóvel com dinheiro desviado da Petrobras, num total de R$ 2,4 milhões. A força-tarefa da Lava Jato diz que o triplex pertencia ao ex-presidente Lula, apesar de estar registrado em nome de terceiros.

Entre os documentos apresentados por Léo Pinheiro, estão e-mails e informações internas da OAS, registros de supostos encontros do executivo com o ex-presidente Lula, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, além de mensagens no celular de Léo Pinheiro. Ao todo, são quase 50 páginas de documentos, que serão analisados pelo juiz Sérgio Moro.

Uma das planilhas, de outubro de 2014, mostra inúmeras obras realizadas pela OAS, entre elas, o Edifício Solaris, onde fica o triplex alvo de investigação na Lava Jato.

A obra teria custado mais que o previsto, e entre as justificativas para o aumento de preço, consta a reforma na cobertura número 164-A, atribuída a Lula.

Uma troca de e-mails entre diretores da OAS fala em um apartamento que exige “atenção especial”, citando o triplex que seria de Lula.

O sítio de Atibaia, que não faz parte do processo, mas também é atribuído a Lula, aparece nas planilhas de obras concluídas pela OAS.

Em nenhum dos casos, há indicação de valores gastos nas reformas do triplex e do sítio.

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro em abril, o próprio Léo Pinheiro atestou a tese do Ministério Público e disse que o triplex do Guarujá estava reservado para a família de Lula.

Defesa protocola documentos para provar que triplex é da OAS

A defesa do ex-presidente Lula também anexou ao processo inúmeros documentos para provar que o triplex é da OAS. Foram apresentados balanços e demonstrativos financeiros da empreiteira, cópias da matrícula do Edifício Solaris, em que o imóvel aparece em nome da OAS, além de uma resposta judicial da empresa a uma cobrança de taxa de condomínio atrasada.

O Ministério Público Federal também apresentou novos documentos. São 75 anexos, mas os procuradores não detalharam as provas. Entre elas, há registros de encontros que citam o ex-presidente Lula e outros investigados da Lava Jato, como os ex-diretores da Petrobras, Renato Duque e Nestor Cerveró.

Para ver os documentos do Caso Triplex publicados digite o número do processo e a chave de acesso nos espaços no site da Justiça FederalProcesso: 5046512-94.2016.4.04.7000. Chave: 162567218816