Lula é réu em outras quatro ações na Justiça

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Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

O ex-presidente Lula, condenado ontem (12) a 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, é réu em outras quatro ações na Justiça.

O ex-presidente também foi citado nos depoimentos da JBS, acusado por executivos do grupo J&F de receber R$ 80 milhões em repasses da empresa, junto com a ex-presidente Dilma Rousseff. Ele ainda é investigado, junto a outros 65 políticos, no “inquérito-mãe” da Lava Jato, no Supremo Tribunal Federal.

Odebrecht

Ainda no âmbito da Lava Jato, Lula é acusado de receber propina da Odebrecht por meio de um terreno para o Instituto Lula e na compra de um apartamento em São Bernardo do Campo (SP). As últimas testemunhas de defesa serão ouvidas pelo juiz Sérgio Moro, na sexta-feira (14), após isso, o juiz passa a ouvir os réus no processo, inclusive o ex-presidente.

Depois dos depoimentos o juiz recebe as alegações finais do MPF e das defesas e decide se condena ou absolve os réus do processo. Não há prazo para a decisão.

Outras três denúncias estão sob responsabilidade do juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara do Distrito Federal, são elas:

BNDES

Lula é acusado de atuar junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos do governo com sede no Distrito Federal. O objetivo do ex-presidente, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), seria garantir a liberação de financiamentos para obras de engenharia na Angola. Ele responde por corrupção, lavagem, tráfico de influência e organização criminosa.

A denúncia tem como base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht.

Operação Zelotes

Na Zelotes Lula é acusado de receber R$ 2,5 milhões de lobistas, ele responde por lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa na compra de caças suecos.  Na mesma ação, o presidente responde por “vender” interferência no governo da também ex-presidente Dilma Rousseff em troca da edição da Medida Provisória que concedeu benefícios para a indústria automobilística.

Obstrução

Também em Brasília, Lula responde por tentar comprar o silêncio do ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, que é delator da Lava Jato. Ele é acusado por tentar obstruir a justiça.  O ex-senador Delcídio Amaral acusou o ex-presidente em acordo de colaboração premiada.

Pós-condenação

Apesar de condenar o ex-presidente, Moro não determinou a prisão de Lula até a decisão do Tribunal Federal Regional da 4ª Região, instância superior da Justiça.

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Entrentanto, considerando que a prisão cautelar de um ex-Presidente da República não deixa de envolver certos traumas, a prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação. Assim, poderá o ex-Presidente Luiz apresentar a sua apelação em liberdade”, diz o despacho.