MPF é contra prisão domiciliar de esposa do ex-governador Sérgio Cabral

Foto: Reprodução
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O Ministério Público Federal (MPF) decidiu entrar com um recurso contra a decisão da Justiça de converter a prisão preventiva da esposa do ex-governador Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, em domiciliar. A decisão do juiz foi proferida no sábado e Adriana ainda não deixou o presídio de Bangu.

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Presa sob a acusação de ser cúmplice do ex-governador do Rio de Janeiro desde dezembro, o juiz Marcelo Bretas, responsável pelos processos da Lava Jato no Rio, entendeu que os filhos do casal não poderiam ficar sem o pai e a mãe e concedeu a prisão domiciliar para a investigada com algumas restrições, entre elas que Adriana fique sem acesso a internet e a telefonemas.

No entendimento do MPF, apesar da Polícia Federal (PF) ter autorização para fazer varreduras no apartamento do casal a qualquer momento e sem aviso prévio, há risco de que Adriana Ancelmo consiga movimentar o patrimônio oculto de Sérgio Cabral e por isso entrou com recurso contra a decisão do magistrado. Além disso, os procuradores argumentam que a decisão do juiz vai contra o tratamento dispensado à milhares de mães presas que não recebem o mesmo benefício.

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