Mulher de Cabral vai para prisão domiciliar

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A Justiça Federal do Rio determinou que a advogada Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), seja encaminhada para prisão domiciliar. Ela está presa desde 6 de dezembro, após a Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato no Rio, que também levou à cadeia o ex-governador.

Adriana é tida como cúmplice de Cabral, apontado como líder de um esquema de desvios de dinheiro e propina em obras no Estado do Rio. O esquema é acusado também de lavar dinheiro ilegal e ocultação de recursos no exterior, entre outras coisas com compra de jóias, ouro e pedras preciosas.

Segundo as investigações, Adriana teria lavado dinheiro por meio da compra de R$ 6,5 milhões em jóias entre 2007 e 2016.

Adriana é acusada ainda de utilizar sua firma de advocacia para dar ares de legalidade ao pagamento de propinas para o suposto esquema de Cabral. Segundo as investigações, a banca firmava contratos de serviços nunca prestados.

Ainda sem ter sido julgada, Adriana foi beneficiada pela decisão do juiz Marcelo Bretas, que concentra os processos relativos à Lava Jato no Rio de Janeiro, que acolheu os argumentos da defesa para que a advogada, mãe de dois filhos pequenos de Cabral, ficasse presa em sua casa para cuidar das crianças, o que inicialmente havia sido negado. O casal tem um filho de 10 anos e outro de 14.