“Não estou preocupado com as conseqüências políticas”, diz relator do TRF4 sobre recurso de Lula

Relator dos processos da Lava Jato em segunda instância, João Pedro Gebran Neto | Foto: Divulgação / TRF4

Repórter Cristina Seciuk da CBN Curitiba

O relator da Lava Jato na segunda instância, desembargador Gebran Neto, afirmou que não se compromete com prazos e não se preocupa com impactos políticos do julgamento do recurso de Lula à condenação recebida, por corrupção. Se a decisão de Moro for mantida, o ex-presidente pode ficar inelegível.

O desembargador federal João Pedro Gebran Neto, novo relator da Lava Jato na 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, participou de evento na noite desta sexta-feira em Curitiba e falou com a imprensa sobre um novo trabalho que deve chegar a ele em breve.

O magistrado será o responsável por analisar recursos apresentados pela defesa do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, após a condenação dele a nove anos e meio de prisão no âmbito da Operação Lava Jato, por corrupção e lavagem de dinheiro.

O próprio presidente do TRT4 falou, durante a última semana, sobre a possibilidade de o julgamento da apelação acontecer em menos de um ano, ainda antes do registro de candidaturas para o pleito de 2018.

Mas, Gebran Neto não se comprometeu.

“Não posso dizer que isso vai ou não acontecer, tem várias variáveis processuais que pode fazer com que isso acelere ou retarde”, afirmou.

Questionado sobre possíveis preocupações com o impacto da sua decisão sobre as eleições de 2018, o relator respondeu:

“Trabalho no modo jurídico e não no modo político. O modo jurídico é respeitar o processo, as partes, a defesa e não permitir que alguém atropele e nem atrase o tempo desse processo”.

Gebran Neto ainda criticou a preocupação de alguns segmentos  com pré-candidaturas, que segundo ele não podem ser classificadas nem como oficiais.