Palocci diz estar disposto a colaborar com as investigações da Lava Jato

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Após quase duas horas de depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, o ex-ministro dos governos de Lula e Dilma Antonio Palocci afirmou que “nomes, endereços e operações” para colaborar com as investigações da Operação Lava Jato. Ele é réu em processo referente a 35º fase da Operação Lava Jato, batizada de Omertà e responde por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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“A Lava Jato realiza uma investigação de importância, e acredito que posso dar um caminho que vai lhe dar mais um ano de trabalho, mas é um trabalho que vai fazer bem ao Brasil”, disse o ex-ministro. “Todos os nomes que eu optei por não falar, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição”, declarou Palocci ao fim da oitiva.

Acusação contra Palocci

Em depoimento a Moro, o delator e empresário Marcelo Odebrecht, responsável pela empreiteira, confirmou que Palocci é o “Italiano” que aparece nas planilhas de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, considerado pela Lava Jato como o setor de pagamento de propinas da empresa.

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Em depoimento prestado na terça-feira (18) a publicitária Mônica Moura afirmou que o ex-ministro era quem a encaminhava quem iria receber os valores de caixa 2.

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Palocci está preso desde o dia 26 de setembro na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Kontic foi preso no mesmo dia, mas liberado em 15 de dezembro após decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Denúncia

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o ex-ministro estabeleceu uma ligação com altos executivos da Odebrecht com o objetivo de atender aos interesses do grupo diante do governo federal. Isso aconteceu entre 2006 e 2015.

Segundo as investigações, a interferência de Palocci teria se dado mediante o pagamento de R$ 128 milhões em propinas. Os recursos eram destinados principalmente ao Partido dos Trabalhadores (PT).

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Ainda de acordo com o MPF, o ex-ministro também teria participado de uma conversa sobre a compra de um terreno pra a sede do Instituto Lula, feita pela Odebrecht.

A ação penal decorrente da Operação Omertà tem 15 réus, entre eles Palocci e o herdeiro do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht.

Palocci está preso desde setembro de 2016, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba e responde por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.