Para homologação de delação no STF, Marcelo Odebrecht é interrogado

Justiça Federal
Foto: Angelo Sfair

Com Angelo Sfair

O juiz Márcio Schiefler Fontes, auxiliar e braço direito do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), morto em acidente aéreo no dia 19, está em Curitiba nesta sexta-feira (27) para interrogar o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que está detido na superintendência da Polícia Federal, no Santa Cândida.

A audiência começou por volta das 10h15 na sede da Justiça Federal, no bairro Ahú. Marcelo Odebrecht confirmou ao juiz Márcio Fontes a intenção de fazer a delação premiada de forma espontânea. A reunião terminou às 11h40 e Marcelo saiu escoltado pela PF às 11h55.

Por volta das 10 horas, o executivo da Odebrecht Valter Luiz Lana, da regional Sul (que abarca o Estado de São Paulo) da empresa, deixou o prédio da JF acompanhado de um advogado. Ele não concedeu entrevista à imprensa, mas confirmou que participava de um processo sigiloso.

Além de Marcelo Odebrecht, outros 76 executivos ligados à maior empreiteira da América Latina devem assinar acordos de delação. Apenas o herdeiro do grupo continua preso. Até quinta-feira (26), pelo menos 60 dos 77 executivos e ex-executivos que fizeram acordo de delação foram ouvidos.

Lava Jato no STF

Apesar da morte de Teori, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, a presidente da corte, ministra Carmen Lúcia, determinou que os auxiliares do ministro dessem andamento ao processo de homologação das delações dos 77 executivos da Odebrecht.

Portanto, os juízes que trabalhavam com Teori já estão interrogando os colaboradores para confirmar a espontaneidade dos depoimentos.

Mas ainda não está definido quem vai homologar os acordos no lugar de Teori. Carmen Lúcia está consultando os demais ministros da corte, mas ainda não decidiu como será feito o sorteio do novo relator da Lava Jato no STF.

Matéria atualizada às 12h.