STF determina afastamento de Aécio

Foto: Pedro França/Agência Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do cargo de senador. Ele é alvo, nesta quinta-feira (18), de uma ação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF). Agentes cumprem mandados nos imóveis e no gabinete de Aécio em Brasília, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Há também um mandado de prisão contra a irmã do senador, Andrea Neves.

A ação ocorre após denúncia publicada nesta quarta-feira (17) no jornal O Globo. Segundo a matéria, o senador foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, o dono do frigorífico JBS, para pagar sua defesa na Lava Jato.

Pedido de prisão

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, também, a prisão de Aécio Neves, porém, o ministro Edson Fachin considerou que esta decisão cabe ao plenário do STF. Fachin determinou apenas o afastamento do mandato e o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.

Rocha Loures

O STF também afastou do cargo de deputado federal o político Rocha Loures (PMDB-PR), também alvo da operação e das denúncias.

Deputado federal desde março, quando substituiu Osmar Serraglio (PMDB), nomeado ministro da Justiça, o paranaense Rodrigo Rocha Loures é homem de confiança do presidente Michel Temer desde os tempos em que dividiram o plenário da Câmara Federal.

Com a eleição de Temer para a vice-presidência da República, assumiu o cargo de assessor especial de Temer, função semelhante à que exercia no gabinete presidencial de Temer até voltar para a Câmara. Segundo a delação de Joesley Batista, dono da JBS, foi Loures que tratou diretamente com a empresa a interferência do governo federal em assuntos de interesse da companhia, em troca do pagamento R$ 500 mil semanais em propina.