STJ mantém prisão de Palocci

Polícia Federal indicia Palocci e mais cinco na Lava Jato

Por unanimidade, a Quinta Turma rejeitou o pedido de liberdade do ex-ministro Antonio Palocci, preso há seis meses na Operação Lava Jato por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O relator, ministro Felix Fischer, não verificou constrangimento ilegal que justifique a soltura de Palocci, chamado “Italiano” nas planilhas da Odebrecht.

Para a turma, a prisão é necessária para a garantia da ordem pública, pois foi decretada para combater a corrupção sistêmica e serial. A denúncia fala que Palocci tinha papel proeminente no esquema de corrupção e coordenou repasses de mais de US$ 10 milhões em propina ao PT. Os ministros identificaram indícios de provas da materialidade dos crimes e de autoria a justificar a prisão preventiva.

O ex-ministro é réu em duas ações penais. A primeira investiga repasses feitos a ele pela construtora Odebrecht. Na segunda, ele responde ao lado do ex-presidente Lula na investigação sobre a compra de um terreno pela empreiteira – supostamente destinada para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula.