Paraná pode ser o primeiro estado a emitir documento unificado

Foto: Rodrigo Viana / Senado Federal
Foto: Rodrigo Viana / Senado Federal

Com AEN e BandNews Curitiba

O Paraná pode ser o primeiro a disponibilizar para os cidadãos o Documento Nacional de Identificação (DNI), que vai unificar o RG, CPF e Título de Eleitor. O estado foi um dos primeiros a integrar as bases de dados biométricos com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que eles sejam utilizados na validação de identificação dos cidadãos para a emissão do documento.

Na manhã desta segunda-feira (22), o governador Beto Richa (PSDB) recebeu o diretor da Casa de Moeda, César Augusto Barbiero, para conhecer os modelos e mecanismo de segurança.

O objetivo da criação de um documento único é trazer mais segurança ao cidadão e evitar fraudes. “Há uma grande preocupação com a falsificação de documentos. O termo de cooperação que assinamos no ano passado permite o cruzamento dos dados biométricos do governo e da Justiça Eleitoral, para avançarmos com êxito na proposta de uma nova identificação nacional. É uma medida que melhora a vida do cidadão e ajuda a coibir fraudes”, afirmou Richa.

De acordo com o diretor da Casa da Moeda, o Paraná está adiantado nos trabalhos. “O Paraná é um dos estados mais organizados do Brasil e, por várias vezes, usamos o Paraná como referência”, afirma. “É mais fácil começar em um estado que está organizado, onde as bases estão já higienizadas, os dados estão prontos para serem integrados no documento”.

Segundo a responsável pela implantação do documento, Maria Tereza Uille Gomes, os dados biométricos garantem mais segurança e evitam fraudes.

“Hoje, o que nós temos, é que cada estado emite um RG diferente, com número diferente. Às vezes, um cidadão tem RGs em vários estados, em cada estado ele vai e tira um RG. Você tem o CPF, que existem algumas falsificações. Então, a biometria e o reconhecimento facial através da fotografia são dois requisitos imprescindíveis para garantir que aquele cidadão, de fato, é aquele cidadão”, explica.

A proposta da Casa da Moeda é utilizar no DNI mecanismos de segurança semelhantes aos que já são usados na fabricação do papel-moeda. A instituição, que hoje é responsável pela fabricação de passaportes, também trabalha com o projeto de emissão de um documento de identidade digital, acessível por meio de dispositivos móveis e com tecnologias que também evitam falsificações.

 

Ainda não há previsão de quando o novo documento estará disponível.