‘Interação com aplicativo ajudou no caso’, diz secretário sobre morte de motorista de Uber

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A polícia prendeu os últimos três suspeitos de participação no assalto e morte do motorista de Uber, Alex Srour Ribeiro, de 28 anos. Com isso, são seis os detidos por envolvimento no crime que aconteceu na semana passada. A investigação apontou que a vítima morreu por ter reagido ao assalto.

Entre os detidos está Maicon Martins Carvalho, suspeito de planejar e também de executar o crime.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, a investigação não descarta a hipótese de que o grupo tenha cometido outros assaltos, incluindo um que resultou na morte de outro motorista do Uber, no mês de agosto.”A polícia vai aprofundar as investigações para que a gente possa aprimorar e sugerir medidas para aumentar a segurança para os usuários, tanto para motoristas quanto para passageiros, e trazer ferramentas da polícia. É muito importante a interação com o aplicativo que ajudou muito na elucidação desse caso”, destaca.

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Outros presos

Três suspeitos foram presos na semana passada, sendo duas mulheres. No final de semana o quarto suspeito pela morte de Alex se entregou à polícia. Os outros dois foram detidos logo em seguida.

O crime

A vítima, Alex Srour Ribeiro, era filho do ex-atacante do Atlético Paranaense, Jéferson Ribeiro, um dos donos do restaurante Carmela e do bar Carmel, em Curitiba. Ele foi encontrado morto em Piraquara. O alvo era o carro do motorista. O veículo foi vendido pelos bandidos por R$ 1,5 mil.

Quarto suspeito de participar de latrocínio contra motorista do Uber se entrega à polícia

De acordo com as investigações, a chamada partiu do Bairro Alto, em Curitiba, onde foram presos os três suspeitos. A corrida foi aceita por Alex. Segundo o delegado-titular do Grupo Tigre, Luiz Fernando Artigas Junior, a solicitação da corrida foi feita pelo celular de uma das suspeitas presas, que é mãe de outro suspeito do crime. Ela chegou a fazer um boletim de ocorrência de roubo do aparelho para tentar despistar a polícia.

De acordo com o delegado, os responsáveis pelo latrocínio não conheciam a vítima. “Não há vinculação nenhuma entre o grupo criminoso e a vítima. Chamara o Uber e o primeiro que chegasse seria roubado”, conta. Artigas ainda revelou que o alvo da quadrilha era o carro do motorista e que os suspeitos não tinham planejado a morte da vítima.

A Uber, por meio de nota, informou que a empresa lamenta profundamente que os motoristas parceiros estejam sendo alvo de violência urbana. O aplicativo também colaborou com as autoridades nas investigações.