Homem dá detalhes de como matou mãe a facadas em Curitiba

02A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba forneceu mais detalhes sobre o homicídio da professora Denise Simionatto, de 64 anos, que ocorreu na última quinta-feira (9). O filho, Muriell Marshall Madeira, de 24 anos, confessou o assassinato e deu detalhes sobre o crime. O corpo da mulher foi encontrado por colegas de trabalho no dia seguinte.

Suspeito de matar mãe a facadas em Curitiba é preso em SC

Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito confessa que matou a própria mãe à facadas enquanto ela dormia no sofá de casa, por volta das 23 horas. Ele demonstrou frieza para dar os detalhes, declarou que a mãe era o “centro da maldade”, mas diz estar arrependido.

“Minha mãe me interrompe todo momento. Eu tento criar, tento escrever… Foi só isso que eu discuti. Disse ‘poxa, você precisa deixar eu me concentrar’. […] Minhas memórias começaram a vir. […] Minha mãe era o centro da maldade que acontecia na minha vida”, disse Muriel.

A vítima estava dormindo no sofá da sala quando o suspeito se aproveitou da situação para matá-la. De acordo com Muriell, a faca de cozinha foi comprada para “defender a casa” e estava próximo dele. Depois de desferir os golpes contra a mulher, todos na região do peito e pescoço, ele carregou o corpo da mulher até o banheiro. “Ela sangrou muito e muito rápido”, contou o suspeito. “O homem tentou levar o corpo da mãe até o banheiro, pois segundo ele, queria deixar a casa limpa, entretanto não conseguiu levar o corpo e acabou fugindo do local”, conta o delegado da 3ª Delegacia de Homicídios, Osmar Feijó.

Depois de cometer o crime, o suspeito fugiu do local e foi até a Rodoviária de Curitiba e embarcou para Joinville, onde mora o pai. A faca usada no crime foi abandonada próximo do Mercado Municipal de Curitiba, mas não foi encontrada pelos investigadores. Chegando lá, ele teria agido normalmente e foi andar de bicicleta durante a madrugada. O pai só foi ter conhecimento do crime, após a polícia ter procurado por Muriell.

“Ela era a cobra da maldição da minha vida inteira. Tinha que ser o homem para dar esse fim na minha vida. O homem que você não foi para dar fim nessa maldição”, teria dito Muriell ao pai depois que a polícia foi o procurar.

Foto: Divulgação

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O corpo de Denise foi localizado por colegas de trabalho que foram até a sua casa para saber o que havia acontecido, já que ela não foi trabalhar. Logo após ser comunicada sobre o crime, policiais da DHPP iniciaram as diligências e se deslocaram até a cidade de Joinville em busca do suspeito, que foi preso em flagrante. A ação policial contou com o apoio da Polícia Militar de Santa Catarina.

“Eu queria que não tivesse sido dessa forma. Eu queria alcançar meus objetivos e minhas respostas sem precisar ter que matar para isso… Ainda mais a minha mãe. Eu era o xodó dela. A gente se gostava muito”, declarou no fim do interrogatório.

Ainda de acordo com a polícia, foram encontrados livros de magia negra e velas com Muriel, no momento da prisão. “O suspeito afirmou que era uma forma de se proteger da mãe, ele acredita que ela fazia magia negra para ele”. O suspeito ainda afirmou que ouvia vozes. “Ele falou que gostava da mãe, que não queria fazer mal a ela, mas que precisava fazer isso para parar de ouvir as vozes”, contou o delegado.

Confira o depoimento na íntegra:

O mandado de prisão preventiva contra o suspeito já foi expedido pela Justiça. O homem vai responder pelo crime de homicídio qualificado e permanece preso à disposição do Justiça.