Argentina fará parte da força-tarefa que vai investigar mega-assalto no Paraguai

Mega-assalto no Paraguai

Forças policiais do Brasil, Paraguai e Argentina anunciaram que vão criar uma força-tarefa para investigar o mega-assalto a uma empresa de valores do Paraguai. O assalto aconteceu na segunda-feira (24) e levou mais de US$ 11,7 milhões. Segundo o governo paraguaio, o assalto foi o maior do país.

O anúncio da criação da força-tarefa foi feito em coletiva de imprensa após uma reunião do Comando Tripartite de Segurança, entidade que engloba os três países, em Cidade del Leste, no Paraguai.

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O delegado geral da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu, Fabiano Bordignon, chamou a ação de resposta integrada ao que foi considerado o maior assalto da história do Paraguai.

“A Polícia Federal já tem vários inqueritos instaurados. Já foram designados dois delegados da PF de Foz do Iguaçu que vão presidir a investigação. Nessa reunião, já foi resolvido a participação formal de policiais do Paraguai e da Argentina para dar uma resposta para isso”, declarou Bordignon.

Investigação

Todos os 15 presos pelo crime são brasileiros e foram detidos no Oeste do Paraná. Alguns têm ligação provável ou comprovada com o PCC (Primeiro Comando da Capital), que teria planejado o crime. Os suspeitos que não foram presos em confronto – três deles morreram em tiroteio com a polícia – acabaram capturados dentro de ônibus, buscando se afastar da região.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) já interceptou suspeitos que tentavam viajar para São Paulo e Rio de Janeiro.

Sete dos presos foram soltos na última quinta-feira (27). Cinco foram soltos pela Justiça do Paraná em Foz do Iguaçu e dois por determinação da Justiça Federal de Guaíra (PR).

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As investigações seguem para identificar o restante da quadrilha. Cerca de 50 pessoas teriam participado do crime. Na madrugada do assalto, o grupo incendiou 15 veículos, rechaçou a polícia com armas de alto poder de fogo e deixou morto um policial paraguaio.

Além do dinheiro, a PF apreendeu 7 fuzis – incluindo um calibre .50, capaz de perfurar aço blindado –, uma pistola, 7kg de explosivos e duas embarcações usadas na fuga.

A PF suspeita que um dos mentores do crime seja o paranaense Luciano Castro. Ele já condenado por assaltos a carro-forte no interior paulista e foragido da Justiça.

Mega-Assalto no Paraguai

Bandidos roubaram um carro forte da empresa Prosegur, na última segunda-feira (24).

Assaltantes usaram dinamites no ataque e incendiaram ao menos 15 veículos para distrair a polícia. A sede da empresa fica a 4 quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, no Oeste do Paraná.

Na fuga, por volta da 1h, o grupo de aproximadamente 30 assaltantes se separou para dificultar o cerco policial.

Um dos veículos utilizados pelo grupo chegou a ser abandonado pela quadrilha com um fuzil anti-aéreo.