Audiência que apura morte de copeira por policial civil termina em tumulto

Policial civil Kátia das Graças Belo

Sob gritos de “assassina”, a policial civil Kátia das Graças Belo foi escoltada do Tribunal do Júri até o carro, nesta quarta-feira (19), após a primeira audiência de instrução no caso em que ela é acusada de efetuar o disparo que matou a copeira Rosária Miranda da Silva, no final de 2016.

A vítima foi atingida por um tiro disparado pela policial, da janela de casa, incomodada com o barulho de uma festa que acontecia em uma lanchonete em frente. Ao todo, nesta quarta-feira (19), 17 depoimentos foram dados.

Entretanto, uma nova audiência foi marcada para o próximo dia 2 de maio, às 16h, porque uma das testemunhas não compareceu à sessão de ontem. Para esconder o rosto, Kátia Belo utilizou óculos escuros e um lenço. Isso não impediu que familiares e amigos da vítima hostilizassem a policial durante a saída da audiência.

Em depoimento, ela disse à polícia que atirou a esmo. Na versão dela, a bala ricocheteou e atingiu a copeira, que chegou a ser atendida e levada ao hospital Cajuru, mas faleceu alguns dias depois.

BandNewsCuritiba