Cerca de mil pessoas acompanham enterro de copeira baleada por policial

Enterro de Rosária
Foto: Reprodução/Facebook

Com CBN Curitiba

Aproximadamente mil pessoas acompanharam o sepultamento da copeira Rosária Miranda da Silva, que morreu baleada quando participava de uma confraternização de fim de ano da empresa onde trabalhava. A informação foi repassada pela própria família.

O enterro ocorreu na tarde desta segunda-feira (2) em Itaperuçu, Região Metropolitana de Curitiba. O tiro que atingiu Rosária foi disparado por uma investigadora da Policia Civil que estava de folga. A policial é vizinha do estacionamento onde acontecia a festa e teria ficado irritada com o barulho. A policial, então, tentou acabar com a festa soltando bombinhas para assustar os participantes. Como não houve resultado, a investigadora disparou quatro vezes na direção do local.

Rosária foi atingida na cabeça e ficou internada no Hospital Cajuru atá a tarde de domingo (1º), quando faleceu aos 44 anos. Ela foi a única atingida pelos tiros.

As investigações estão sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que pediu a prisão da policial, o que foi negado pela Justiça. Com isso, a policial deve responder em liberdade por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Em depoimento, a policial afirmou que a bala ricocheteou em um muro e então atingiu a vítima.

Além do processo criminal, um procedimento administrativo foi aberto pela Corregedoria da Polícia Civil.

A irmã da copeira, Laís Fernanda, disse que o fato da investigadora permanecer em liberdade deixou a família indignada. “A gente está clamando por justiça”, disse, “Impune ela não pode ficar. O que a gente está sentindo, ela não sente”.

Laís também falou sobre a comoção provocada durante o enterro de Rosária. “Gente que nem conhecia ela foi, porque viu a repercussão”, conta.

“Uma irmã deixar a gente assim tão rápido, ela que tinha o sonho de ter uma casa própria, estava no começo, nunca fez mal a ninguém”, lamenta.

Rosária deixa um filho. A investigadora teve a arma apreendida, está afastada das funções normais e exercendo apenas serviços internos.