Justiça marca nova sessão para definir julgamento de acusada de matar copeira

Caso da investigadora acusada de matar copeira

A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba marcou nova audiência para decidir se a investigadora da Polícia Civil acusada de matar a copeira Rosária Miranda da Silva, de 45 anos, vai a juri popular.

A sessão vai acontecer no dia 2 de maio. No depoimento de quarta-feira (19) foram ouvidas testemunhas de defesa, acusação, além da ré Kátia das Graças Belo. Uma das testemunhas de defesa faltou e será ouvida na próxima audiência.

“Nós temos a expectativa de que o procedimento se adiante bastante amanhã tendo em vista que todas as testemunhas foram localizadas, exceto uma das testemunhas indicadas pela senhora Kátia, no entanto, em virtude do número de testemunhas, nós temos 15 testemunhas, acho pouco provável que o procedimento acabe amanhã”, afirmou o advogado  da família da vítima, Ygor Salmen em entrevista à CBN Curitiba na quarta (19).

O advogado relata ainda como tem sido os últimos meses para a família de Rosaira que só deseja Justiça.

“Está sendo extremamente angustiante. Ele não aguenta mais esperar, ele solicita o tempo todo por justiça, mas ele acredita muito no Poder Judiciário do Paraná, assim como nós”, disse.

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Kátia das Graças Belo responde ao processo em liberdade após o juiz Daniel R. Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do júri de Curitiba, ter negado os pedidos de prisão preventiva e de afastamento da investigadora de suas atividades na Polícia Civil.

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Morte da copeira

No dia 23 de dezembro, no Centro Cívico, a copeira Rosaira Miranda da Silva participava de uma festa de fim de ano quando foi baleada na cabeça. Os tiros teriam sido disparados pela investigadora, incomodada com o barulho da festa. A copeira foi levada ao hospital em estado grave, mas morreu no dia 1º de janeiro.