Esposa acusada de matar PM alega que era estuprada e juíza revoga prisão

Francielle

A juíza Mychelle Pacheco Cintra Stadler, da 1ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba, concedeu nessa quarta-feira (9) a liberdade provisória de Francielle Carolina Moscakeski, acusada de ter assassinado o marido, o tenente da Polícia Militar Cássio Ormond Araújo.

A defesa alegou no pedido de revogação da prisão preventiva que Francielle agiu em legítima defesa, pois no dia do crime, teria sido estuprada pelo marido.

O relato afirma que “ela conseguiu se desvencilhar do marido e efetuou o disparto”. A defesa também alega que “era comum a acusada ser estuprada pelo marido”.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra Francielle por homicídio qualificado. A acusação foi recebida mesmo havendo várias versões para o ocorrido.

De acordo com o despacho da juíza, primeiro o caso foi tratado como suicídio, depois disparo acidental e, por último, legítima defesa. Para juíza é necessário que ser apure melhor os fatos.

Além disso, a acusada não tem antecedentes criminais e tem residência fixa. A juíza fixou ainda medidas cautelares que devem ser cumpridas pela acusada.

Ela comparecer bimestralmente em juízo para comprovar a atividade lícita e endereço, proibição de se ausentar da Comarca sem autorização, advertência de que a prática de outro crime implicará na reanálise do benefício, proibição de se aproximar das testemunhas arroladas na denúncia até a data da audiência.

O caso foi tratado inicialmente como suicídio, mas após a perícia, a Polícia Civil pediu para que a mulher os acompanhasse até o apartamento onde ocorreu a morte do PM. Os investigadores começaram a questionar a suspeita.

Francielle apresentou versões diferentes e se recusou a entregar a blusa que vestia durante o acontecido e admitiu que tinha lavado as mãos.

“Em primeiro momento ela negou o crime afirmando ser suicídio, mas depois ficou nervosa e entrou em contradição e acabou confessando o crime”, explicou o delegado.

Questionada sobre o motivo, ela alegou apenas que foi um acidente, pois estava brincando com a arma estilo “faroeste”, girando na mão, e a pistola acabou disparando.

A suspeita também disse à polícia que após cometer o homicídio mudou a cena do crime, limpou a arma de fogo para tirar suas digitais e lavou a mão para retirar os resíduos. A versão mais recente é a de que ela sofria estupro. Em depoimento, a mulher disse que mentiu por medo de que a polícia não acreditasse na versão de legítima defesa.