Ex-deputado Carli Filho deve ir a júri popular no primeiro semestre de 2017

Foto: Colaboração / Band Curitiba
Foto: Colaboração / Band Curitiba
Com Tabata Viapiana

O ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho pode ir a júri popular no primeiro semestre de 2017. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recuso da defesa de Carli. Agora, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode revogar a liminar que suspendeu o júri que seria realizado no início deste ano.

O ex-deputado Carli Filho é acusado de matar Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, em um acidente de trânsito, em maio de 2009. Segundo a perícia, ele dirigia embriagado e em alta velocidade quando atingiu o veículo em que estavam os dois jovens.

Veja o vídeo em que Carli Filho admite ter bebido antes de acidente

A Corte Especial do STJ negou, no último dia 16, o último recurso apresentado pela defesa de Carli Filho. O júri popular seria realizado em janeiro deste ano, mas uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, adiou o julgamento uma semana antes da data marcada. Lewandowski decidiu que o júri ficaria suspenso enquanto existissem recursos pendentes no STJ.

Segundo o advogado Elias Mattar Assad, que defende a deputada federal Christiane Yared, mãe de uma das vítimas, a expectativa agora é que o Supremo revogue a liminar, pois os recursos pendentes já foram apreciados e rejeitados pelo STJ. Com isso, o júri poderá ser remarcado. O relator do caso no Supremo é o ministro Gilmar Mendes. “A liminar do Supremo Tribunal Federal ela tinha por base que havia recursos tramitando no STJ. Agora não há mais nada pendente. Preteriu todas as reclamações da defesa e agora estamos esperando então que o Supremo passe a cessar o efeito da liminar”, diz Assad.

“O encontro será no Tribunal do Júri”, diz Yared em resposta a video de Carli Filho

De acordo com o advogado, o júri popular de Luiz Fernando Ribas Carli Filho deve ocorrer no primeiro semestre de 2017. “Não há processos acumulados [na 2ª Vara de Curitiba] e eu creio que com a notícia do Supremo já possa ser designado uma data, possivelmente para maio.  Maio é a data do ‘aniversário’ do lamentável desastre ocorrido na nossa capital”, declarou o advogado.