Ex-miss suspeita de sequestro deixa prisão; advogado alega inocência

Foto: divulgação/Prefeitura de Pinhais
Foto: divulgação/Prefeitura de Pinhais

Com Daiane Andrade, BandNews FM Curitiba 

Karina Reis, de 25 anos, ex-miss Pinhais, cidade da região de Curitiba, suspeita de envolvimento no sequestro de um empresário no fim de agosto, foi beneficiada por um habeas corpus e está em liberdade.

Karina e o namorado, Janerson Gregório da Silva, que é policial militar, e a mãe dele foram presos no fim de agosto. Janerson e a mãe continuam presos.

O benefício foi concedida pela juíza Carolina Maia Almeida, da 2ª Vara Criminal de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A jovem ficou presa preventivamente por um mês, desde 30 de agosto, e deixou a Penitenciária Feminina de Piraquara, na Grande Curitiba, no último sábado (30).

“Ficou claro que não há prova suficiente que possa incriminar a Karina. único problema que houve por parte da investigação é que ela trabalhou com o B. (vítima do sequestro) há muitos anos, se não me engano, em 2013, trabalhou por 30 dias só”, alegou o advogado de Karina, Guilherme Menezes dos Santos, na manhã desta sexta-feira (6).

“É uma fatalidade, aconteceu que havia trabalhado (com a vítima), e que as pessoas que estavam com relacionamento com o senhor Janerson, que confessou o crime, mas quanto a Karina e a sogra, Suely (mãe do policial militar Janerson), não tem provas suficientes para comprovar sua participação”, defende A modelo mora em Pinhais e ficou entre as semifinalistas do concurso Miss Paraná 2017.

Ex-miss é namorada de PM que confessou o crime

Santos confirma o relacionamento amoroso de Karina com o policial militar Janerson Gregório da Silva, que também é representado pelo advogado. Janerson teria sido o primeiro a render a vítima com a ajuda de Vinícius Camilo da Silva. O advogado afirma que a ex-miss não teve qualquer participação no crime.

Foto: reprodução / Facebook

Foto: reprodução / Facebook

O empresário foi atraído pelos sequestradores que se passaram por clientes interessados no serviço que ele oferece e marcaram um encontro. Ele foi rendido em São José dos Pinhais na tarde do dia 29 de agosto, segundo o delegado Cristiano Augusto Quintas dos Santos, do Tigre, o grupo da Polícia Civil, especializado em sequestros.

A vítima foi encontrada amordaçada, amarrada e vendada no porta-malas de um carro. O automóvel estava na garagem da casa do PM no bairro Jardim Botânico, em Curitiba. A mãe de Janerson, Sueli de Fátima Gregório, também estava no imóvel e acabou presa, mas deixou a cadeia há duas semanas por força de outro habeas corpus.

Além de confessar o crime, Janerson contou à polícia que precisava de dinheiro, mas eximiu a mãe e a namorada de qualquer envolvimento.

“Diante do conjunto de provas que se apresentou aqui não tem como eximir, tanto a mãe, que foi no mínimo conivente com a situação, muito provavelmente – isso é o juiz que vai afirmar -, muito provavelmente ela sabia de tudo que se passava ali: o rapaz estava amarrado no interior do veículo e o veículo estacionado logo abaixo da janela do quarto dela. Ela também foi presa, continuamos diligenciando, descobrimos que havia uma terceira pessoa envolvida, que seria a namorada do principal sequestrador, e essa menina foi encontrada no município de Pinhais”, afirma o delegado.

Resgate

Como resgate, o grupo teria pedido R$ 200 mil. O delegado Luiz Artigas, também do Tigre, afirma que o crime foi solucionado graças à reação da família da vítima.

“A família recebeu um pedido de resgate e nos procurou imediatamente, o que foi determinante no sucesso da investigação, o que nos permitiu trabalhar o caso desde bem o seu início. Com base nas informações prestadas pela família, no fato da família ter acreditado no trabalho da polícia e não ter pago o resgate, houve a possibilidade de resgatarmos o refém”, afirmou.

O namorado de Karina e a mãe dele continuam no Complexo Penitenciário de Piraquara. O quarto suspeito, que teria ajudado a render a vítima, está em liberdade por ter se apresentado espontaneamente para prestar esclarecimentos quando já não havia mais situação de flagrante.

A polícia até pediu a prisão dele, mas, até agora, a Justiça não concedeu a ordem.

Ex-miss

Karina já havia perdido o título de miss quando foi presa. Na página do concurso Miss Pinhais e Miss Broto Pinhais, uma postagem de 1º de julho informa o desligamento da jovem da chancela em razão de ela ter decidido participar de uma competição nacional de beleza representando a Ilha do Mel, no litoral do Estado.