Acusado de matar namorada com taco de beisebol será denunciado por feminicídio

Foto: Reprodução / Facebook
Foto: Reprodução / Facebook

Anderson Barbosa, de 39 anos, será denunciado pelo crime de homicídio pela promotoria de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, nesta quinta-feira (10). Ele é acusado de matar a então namorada Juliana Silveira Nunes, de 33 anos, com golpes de um taco de beisebol. Na denúncia, o Ministério Público do Paraná (MPPR) também deve apresentar os agravantes de motivo torpe, meio cruel e feminicídio.

Se for condenado a pena poderá chegar a 30 anos de prisão.

“Nesse caso, a gente constatou que existe tres qualificadores. O motivo torpe, que seria o ciúmes, que ele mesmo afirma; o meio cruel, pois houve asfixia e as diversas tacadas que ele praticou contra ela; e o feminicídio pelo menosprezo pela condição de mulher”, declarou a promotora, Fernanda Basso.

Homem conta como matou esposa com taco de beisebol no PR
Mulher morta com taco de beisebol é enterrada no PR

O crime

De acordo com o Anderson, o crime ocorreu por ciúmes, após uma discussão e a arma usada foi um taco de basebol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã do último dia 27, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos.

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski.

O assassino admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.