Justiça condena envolvidos na ‘brincadeira’ que matou jovem com tiro na cabeça

Foto: Reprodução / Facebook
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O tribunal do júri de Maringá, no noroeste do Paraná, condenou quatro homens acusados de participar da morte de Natália Germano, morta aos 19 anos com um tiro na cabeça em março de 2015 em uma “brincadeira” de roleta russa, na noite desta quarta-feira (12). O julgamento começou às 9h e terminou às 22h. Na sentença, a juíza Daniela Palazzo Chede Bedin desconsiderou o agravante de dolo por motivo fútil, tendo em vista que a jovem morreu em uma brincadeira, o que reduziu a pena dos acusados.

Entre os condenados estão Victor Hugo de Lima Bueno, de 22 anos, acusado pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) de ter efetuado o disparo que atingiu Natália. Ele foi sentenciado a 7 anos na colônia penal agrícola, mas como respondeu ao processo na prisão e teve bom comportamento, deve cumprir pena de quatro anos e 10 meses por homicídio simples.

Os outros três condenados são Jhon Weberton Alves Costa, de 20 anos, Jonathan Natanael Francisco da Silva, 24, e Van Hallen da Silveira, 22, acusados de ocultação de cadáver. Eles foram condenados a 1 ano e 15 dias de prisão.

Para a mãe de Natália, Maria Germano, o júri não aplicou uma pena justa. “Eram sete meninas da idade da minha filha e que não tinham maturidade para julgar um caso como esse”, afirmou. “Minha esperança é que eles cumpram a sentença, que foi mínima”, concluiu.

Relembre o caso

Natália Germano, na época com 19 anos, desapareceu e foi encontrada morta com um tiro no rosto dentro de um saco de lixo na madrugada do dia 7 de março de 2015 em Maringá. Três suspeitos foram presos. No celular de um deles, a polícia encontrou uma foto tirada minutos antes do crime e um quarto homem. Na imagem, o rapaz segura uma arma, possivelmente a que foi utilizada no homicídio. Outra adolescente também aparece na foto.

Foto: Reprodução / Polícia Civil

Foto: Reprodução / Polícia Civil

De acordo com a outra jovem, que presenciou o crime, depois que Natália foi baleada os adolescentes trancaram a casa e saíram para combinar o que falariam caso fossem descobertos. Depois, eles colocaram o corpo em um saco plástico e abandonaram o corpo em uma avenida da cidade. Em depoimento, ela afirmou que Victor foi autor do disparo e ameaçada para não contar sobre o que aconteceu. Ela havia deixado a cidade e foi encontrada dias depois em Londrina, no norte do Paraná.