Justiça determina prisão preventiva de motorista bêbada que atropelou ciclista

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Com CBN Curitiba

A Justiça decidiu, nesta terça-feira (10), que a motorista de 27 anos que atropelou e matou um ciclista na BR-277, na manhã do último domingo (8), deve continuar presa. A prisão preventiva – sem prazo de soltura – foi decretada após o juiz Rubens dos Santos Junior, da Central de Audiência de Custódia, analisar o caso e ouvir a mulher.

O delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), Vinícius Carvalho, disse que pesou contra a motorista o fato de ela ter consumido bebida alcoólica antes de dirigir e de ter assumido, assim, o risco de acidentes.

“Eram três possibilidades que poderiam ocorrer na audiência de custódia: a decretação da prisão preventiva, a soltura mediante fiança ou a soltura sem fiança. Eles entenderam que ela teria ingerido bebida alcoólica e, a partir disso, ela se colocou em uma BR, onde a estrada é mais perigosa, o trânsito precisa de atenção. Eles entenderam que ela assumiu o risco”.

Em juízo, a jovem confessou ter ingerido bebida alcoólica durante uma festa. Ela dormiu ao volante e acabou atingindo o ciclista. O ciclista Glaucio da Silva, de 44 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Aos policiais rodoviários federais que atenderam a ocorrência, a motorista disse que consumiu bebidas alcoólicas, mas recusou o teste do bafômetro.

O delegado disse que o processo segue em andamento até que saia a condenação da universitária. “Ela tem dez dias para ser denunciada. Agora é aguardar a decisão”, disse.

O delegado disse ainda que esse caso pode servir de exemplo para outras pessoas que bebem e dirigem. Segundo Carvalho, o número de pessoas flagradas embriagadas e dirigindo é bastante alto e ainda vai levar um tempo para que as pessoas se conscientizem sobre os perigos de beber e dirigir.

“Com a prisão em flagrante, por embriaguez, a pessoa se obriga a fazer um contato com o pai, com amigos, então, isso acaba divulgando mais a prisão. Isso são multiplicadores para dizer: fulano foi preso na blitz, teve que pagar multa, fiança. São dados importantes, que vão se multiplicando na sociedade, e nós acreditamos que isso vá mudando com o tempo”.

De janeiro até outubro deste ano, mais de 900 motoristas foram presos em flagrante, em Curitiba, por embriaguez ao volante.