Na lista da Interpol, ‘Viúva Negra’ é presa após ficar foragida por 22 anos

Foto: Polícia Civil/Divulgação
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Com CBN Curitiba

A mulher que passou mais tempo foragida no País, foi presa na quinta-feira (5), em Ponta Grossa. Lúcia de Fátima Dutra Weisz, conhecida como ‘Viúva Negra’ estava foragida da Justiça há quase 22 anos.

A prisão foi feita durante uma operação conjunta entre as Polícias Civis do Paraná e de São Paulo, realizada após três meses de investigação sobre o paradeiro da mulher de 61 anos, acusada de mandar assassinar o marido em março de 1995, com a ajuda da empregada doméstica.

Em dezembro de 1995, a “Viúva Negra” foi resgatada da Cadeia Pública de Sumaré, em São Paulo, e estava foragida desde então. Em 22 de abril de 2010, ela foi condenada a 14 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado.

Lúcia morava em uma casa própria em Ponta Grossa e estava na cidade há cerca de um ano. Ela não trabalhava e se mantinha com uma pensão que conseguiu por decisão judicial.

A acusada inclusive constava na lista da Interpol, pois o marido tinha dupla nacionalidade, e é considerada a mulher que ficou mais tempo foragida da justiça no Brasil. Lucia já foi encaminhada para Campinas, em São Paulo, onde vai cumprir a pena.

A prisão ocorreu no Bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. Em 12 de março de 1995, na cidade de Americana – SP, Lúcia, então com 39 anos, mandou assassinar seu marido, o diretor de banco Gavril Weisz. Para isso, contou com a ajuda de sua empregada doméstica à época, Valdelaine Pereira.