O projétil não sumiu e a cena do crime pode ter sido alterada, afirma advogado do caso da copeira morta

Com CBN Curitiba

O advogado da família da copeira , Rosaira Miranda da Silva, que foi morta em uma festa de final de ano, quer uma investigação sobre uma suposta alteração da cena do crime e o sumiço do projétil que estaria alojado na cabeça dela.

O objetivo da acusação, é desmontar a tese da defesa de Kátia, que afirma que não haveria projétil e que então, logo, o tiro que atingiu Rosaira poderia ter sido disparado por qualquer outra pessoa, já que sem a bala não há possibilidade de comprovar (pela balística), que o projétil saiu da arma da investigadora acusada.

Segundo o advogado Ygor Salmen, a suspeita sobre a alteração da cena do crime surgiu a partir do depoimento prestado pela própria acusada, Kátia Belo, investigadora da Polícia Civil, na última segunda-feira(9), onde ela relata que as duas pessoas que foram no lava jato onde Rosária foi morta, antes da perícia eram policiais civis que trabalham com ela.

Segundo o que foi apurado pelo advogado da família de Rosaira, dois policiais civis, que seriam colegas da investigadora de onde ela trabalhava, no Nucria, teriam ido até o local um dia depois que a copeira foi baleada.

Eles estiveram no local do crime, de acordo com a acusação, antes da perícia, usando colete da polícia civil, carteira funcional da policia civil e uma viatura descaracterizada. Os policiais não são lotados na delegacia de homicídios, de acordo com Salmen.

As imagens da câmera de segurança, solicitadas também pela acusação, já estão com a polícia, e devem mostrar o que os dois policiais fizeram no local.

Onde estão as munições fornecidas pelo Estados?

O advogado da família da copeira morta, também questiona a defesa de Kátia e a justiça, sobre a quantidade de munições que foram entregues pela investigadora. De acordo Com Ygor Salmen, a arma(PT 480) entregue por Kátia Belo à polícia tem capacidade de armazenar 12 munições, mais uma na câmara, segundo as especificações do fabricante.

“Ela retirou na delegacia de armamentos e explosivos, 22 munições intactas. Para a autoridade policial ela entregou somente a pistola e duas munições intactas […] O que ela fez com 20 munições? E porque que uma policial civil utiliza uma PT 480 com somente duas munições? […] Ninguém utiliza uma arma com somente duas munições”. Finaliza o Advogado da família da vítima, Ygor Salmen.

> Delegado-geral da Polícia Civil diz que tiro de investigadora contra festa é inadmissível

Rosaira Miranda da Silva foi baleada em um estacionamento localizado na região do Centro Cívico. Ela morreu alguns dias depois de ser internada no Hospital Cajuru.