Operação contra exploração de menores prende 6 no PR

Foto ilustrativa: Creative Commons

Seis pessoas foram presas em flagrante na manhã desta sexta-feira (20) durante cumprimentos de mandados da Operação Luz da Infância, que investiga crimes de abuso sexual de menores.

Quatro pessoas foram presas por pedofilia, flagradas com vídeos de pornografia contendo menores, três em Curitiba e uma em Maringá, no noroeste do estado. “Elas possuíam arquivos no computador com conteúdo sexual explícito de crianças e adolescente. Os conteúdos provavelmente foram trazidos através da internet”, afirmou o delegado  Demétrius Gonzaga do Núcleo de Combate Aos Ciber Crimes (Nuciber). Também foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão.

Uma mulher, de 33 anos, foi detida pelo crime de estupro. De acordo com a Nucria (Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes), ela mantinha relações sexuais com o próprio filho, de 11 anos. “Filmava esse ato e encaminhava o vídeo para o padrasto via celular. Sabemos que o crime acontecia pelo menos desde março deste ano, de forma frequente”, afirmou o delegado do Núcleo, José Barreto.

Ainda segundo o delegado, ela era ameaçada pelo padrasto “Ela ainda não prestou depoimento. Temos indícios de que o padrasto ameaçava a mãe, falando que ele era de organização criminosa e a mataria caso não fizesse os vídeos”, disse.

De acordo com a polícia, ainda não se sabe se os conteúdos eram comercializados. “A princípio não temos informação de comércio sobre os vídeos, mas sabemos que eles eram jogados na rede. As investigações continuam para saber a finalidade.”

A criança foi encaminhada ao setor de psicologia do Nucria e está sob os cuidados do pai. “Foi ele quem fez o primeiro boletim de ocorrência, relatando que foi o menino que fez a reclamação da mãe. O B.O foi cruzado com os dados analisados pelo Nuciber”.

O casal vai responder por estupro de vulnerável, pedofilia, e o homem pelo crime de rufianismo. Ele também é suspeito de explorar a mãe do menino, que trabalhava como garota de programa

Os casos correm em segredo de Justiça por envolver crianças e adolescentes.

As investigações continuam em 24 estados brasileiros. Em todo o Brasil, 80 pessoas foram presas.

A Operação

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), os alvos foram identificados através de um levantamento de informações feito pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a Embaixada dos Estados Unidos da América no Brasil. Com base nas evidências coletadas, a Polícia Civil instaurou inquéritos e representou pedidos de buscas e apreensões ao judiciário, com o objetivo de apreender computadores e dispositivos onde estão armazenados conteúdos de pedofilia, indiciar e prender os criminosos.

A Operação é realizada em parceria com a  Senasp e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).  Estão envolvidos na operação 120 delegados, 609 policiais, 110 escrivães e 53 peritos.  As investigações começaram há seis meses.

Foi intitulada Luz na Infância por serem “bárbaros e nefastos os crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. A internet facilita esse tipo de conduta criminosa e, via de regra, os criminosos agem nas sombras e guetos da rede mundial de computadores”, afirma a Sesp.

Luz na Infância significa propiciar as crianças e adolescentes vítimas de abuso e violência sexual, o resgate da dignidade, bem como, tirar esses criminosos da escuridão, para que sejam julgados à luz da Justiça.