Polícia Civil investiga morte de cadeirante vítima de incêndio

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Foto: Ricardo Lopes/Metro Maringá
Por Eduardo Xavier, do Metro Jornal

A Polícia Civil de Maringá, no noroeste do estado, apura as circunstâncias da morte de um cadeirante em um incêndio em uma casa na Zona 7, na noite da última segunda-feira.

A abertura de inquérito pela Delegacia de Homicídios depende de laudos do Instituto de Criminalística e do IML (Instituto Médico-Legal). “Os laudos vão indicar a causa da morte e o que provocou o incêndio. O inquérito não foi instaurado porque ainda não há indícios mais concretos de crime”, disse o titular da Delegacia de Homicídios, Diego Almeida.

Segundo a tenente Luisiana Guimarães Cavalco, chefe da Comunicação Social do 5º Grupamento de Bombeiros de Maringá, há possibilidade de alguém ter ateado fogo no cadeirante porque o incêndio não teve grandes proporções.

O fogo atingiu a sala e um pequena parte da cozinha e foi controlado pelo Corpo de Bombeiros em cerca de 10 minutos. O CB foi comunicado às 23h30. O rapaz, que aparentava ter 25 anos, foi encontrado pelos bombeiros carbonizado caído na sala, a cerca de 1,5 metro de distância da cadeira de rodas. “Demorou cerca de 2 minutos para chegarmos ao local, que é próximo do grupamento. Ele não respondia. Já estava morto”, disse a tenente.

De acordo com Luisiana, no local foram ouvidos relatos de ameaças de morte contra o cadeirante. Um amigo da vítima levou o rapaz para a casa no noite do incêndio. Ele voltou ao local quando o fogo tinha começado. A Polícia Militar informou que a residência era ponto de venda e consumo de drogas. Até ontem, o IML não havia identificado a vítima