Esposa confessa que matou marido tenente da PM

Foto: Reprodução Facebook
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A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu a mulher do tenente da Polícia Militar do Paraná, Cassio Ormond Araujo, de 31 anos, morto na noite do último domingo (23). Franciele Carolina Moscaleski, de 26 anos, morava com o policial há sete anos e confessou ter assassinado o marido. O caso foi tratado como um possível suicídio.

A suspeita foi presa em flagrante nesta segunda-feira (24), no apartamento do casal, no bairro Tarumã, em Curitiba. Franciele inicialmente negou o crime, mas entrou em contradição por diversas vezes e acabou confessando o crime.

A suspeita foi autuada pelo crime de homicídio qualificado e permanece presa à disposição da Justiça. Se condenada, poderá pegar até 30 anos de prisão.

O crime

O policial foi morto com um disparo de uma pistola ponto 40 na cabeça, na noite de domingo (23). Logo após o crime, Franciele começou a gritar por socorro e chamou o Corpo de Bombeiros, informando que teria escutado o tiro vindo do quarto do casal e ao chegar lá percebeu que o marido tinha cometido suicídio. Quando os socorristas chegaram a vítima já estava em óbito.

Vizinhos do casal contaram aos policiais que os dois costumavam brigar e que, por volta das 22h30 de domingo, um estampido alto foi ouvido.

mulher tenente

O local foi periciado pelo Instituto de Criminalística que coletou resíduo gráfico de pólvora das mãos da mulher e da vítima. “Entramos em contato com o perito criminal e o médico legista que foram claros em afirmar que o ferimento da vítima não era compatível com um suicídio”, conta o delegado-titular da DHPP, Fabio Amaro.

A vítima atuava na Delegacia de Delitos de Trânsito da capital e havia ficado de plantão durante o dia, por isso ainda será investigado se o policial dormia quando foi assassinado.

A confissão

Após a perícia, o caso teve uma reviravolta. De acordo com o delegado os policiais da DHPP foram atrás da esposa e pediram para que ela os acompanhasse até o apartamento onde ocorreu os fatos. Os investigadores começaram a questionar a suspeita.

Entre as versões, Franciele disse que o tenente estava no sofá, quando o celular dele tocou. Nesse momento ele se levantou e foi atender no quarto, momentos antes do disparo. Porém, a mulher se recusou a entregar a blusa que vestia durante o acontecido e admitiu que tinha lavado as mãos.

“Em primeiro momento ela negou o crime afirmando ser suicídio, mas depois ficou nervosa e entrou em contradição e acabou confessando o crime”, explicou o delagado.

Questionada sobre o motivo, ela alegou apenas que foi um acidente, pois estava brincando com a arma estilo “faroeste”, girando na mão, e a pistola acabou disparando. A suspeita também disse à polícia que após cometer o homicídio mudou a cena do crime, limpou a arma de fogo para tirar suas digitais e lavou a mão para retirar os resíduos.