MP pede que investigadora acusada de matar copeira responda em júri popular

Caso da investigadora acusada de matar copeira

O Ministério Público do Paraná (MP) pediu que a investigadora da Polícia Civil, Kátia das Graças Belo, seja julgada em júri popular. A promotoria do MP quer que ela responda por homicídio doloso, quando há intenção ou se assume o risco de matar.

Kátia é acusada de matar a copeira Rosária Miranda da Silva, que participava de uma festa próxima ao apartamento da investigadora, que alegou se incomodar com o barulho.

Cabe ao juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba definir se Kátia será ou não julgada por júri popular.

O assistente de acusação, Ygor Nassar, apontou satisfação com o pedido do MP. “Nós temos o prazo legal de cinco dias para apresentar nossas últimas considerações, mas posso adiantar que ficamos satisfeitos com alegações finais do MP, contentes com o trabalho realizado e acreditamos que ela [a investigadora] vá a juri popular. Não temos dúvidas dos quesitos necessários para o Tribunal do Júri e acreditamos no poder judiciário”, afirmou.

O advogado da policial, Peter Amaro de Sousa, afirmou que vai pedir a absolvição da acusada. “Essa alegação final do MP era esperada, embora ainda tivesse a esperança que ele fosse um fiscal da lei e não um órgão acusador. Nas minhas alegações finais vou pedir improcedência da denuncia com absolvição da acusada por homicídio doloso com pedido de julgamento por homicídio culposo”, disse.

Morte da copeira

No dia 23 de dezembro, no Centro Cívico, a copeira Rosária Miranda da Silva participava de uma festa de fim de ano quando foi baleada na cabeça. Os tiros teriam sido disparados pela investigadora, incomodada com o barulho da festa. A copeira foi levada ao hospital em estado grave, mas morreu no dia 1º de janeiro.

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Rosária deixa um filho. A investigadora teve a arma apreendida, está afastada das funções normais e exercendo apenas serviços internos.



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