Acusado de matar namorada com taco de beisebol vai a júri popular

Foto: Reprodução / Facebook

Anderson Barboza de Paula, de 39 anos, acusado de matar a então namorada Juliana Silveira Nunes, de 33 anos, com golpes de taco de beisebol em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, em julho, será julgado pelo Tribunal do Júri. Ele confessou o crime e foi denunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e feminicídio.

“O acusado, interrogado na Delegacia de Polícia, admitiu ter desferido golpes com um taco de beisebol e, após, com um pedaço de corda, estrangulado a vítima Juliana Silveira Nunes, ocasionando-lhe a morte. Esclareceu o réu que a ofendida, em meio a uma discussão, o acertou com um taco de beisebol na perna. Disse que tomou o objeto das mãos da companheira e a golpeou na região da cabeça, e, ao vê-la cair, passou uma corda por seu pescoço, para ‘ter certeza de sua morte’”, diz o despacho da sentença de pronúncia.

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O crime

De acordo com o Anderson, o crime ocorreu por ciúmes, após uma discussão e a arma usada foi um taco de basebol e depois uma corda. O homicídio ocorreu no bar que o casal possuía em sociedade e onde foi encontrado o corpo da vítima no início da manhã do último dia 27, no bairro Nova Rússia, em Ponta Grossa. A Polícia Militar foi chamada por vizinhos do estabelecimento que teriam ouvido gritos.

Barbosa fugiu de madrugada e foi abordado em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE), usando o carro da vítima. “Ao sabermos do crime, já imaginamos a possibilidade de fuga. Ele foi preso próximo à Ponte da Amizade. Quando foi abordado, por volta das 11 horas da manhã, demonstrou nervosismo, estava sem documentos e acabou confessando que matou por ciúme”, explicou a delegada do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), Tânia Sviercoski.

O assassino admitiu que tentava fugir do flagrante e havia chamado um mototaxista para cruzar para o Paraguai. Na delegacia, o réu contou que as discussões entre o casal estavam frequentes. “Desde que a gente abriu um bar. Ela abriu não para ganhar dinheiro, mas pra curtir. Gosta de um gole, toma um pouco a mais fica dançando com todo mundo. Homem é complicado. Inclusive ontem, o que ela fez comigo, tive de engolir quieto (…) Tivemos uma discussão. Ela pulou em mim com um taco de basebol. Para me defender dei uma dela. Mas estava feita a cagada. (Foi) Tacada de basebol na cabeça e corda no pescoço”, contou o assassino. “Arrependimento bate, mas só eu e Deus sabe o que estava passando”, acrescentou.