Secretário afirma que esquema de segurança do “Lula Day” não foi exagerado

Foto: Daniel Dereverick/La Imagem

Cerca de 3000 agentes de segurança, a maioria policiais militares, participaram do esquema que foi montado para o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (10). De acordo com um balanço divulgado nesta quinta-feira, 11, pela Secretaria de Segurança Pública, foram registradas apenas pequenas ocorrências durante todo o dia. Foram duas situações de uso de rojões nas manifestações que ainda estão sendo investigadas e algumas armas brancas que foram apreendidas em ônibus com manifestantes.

Um homem foi detido suspeito de utilizar o rojão. Uma outra ocorrência de briga também foi registrada, mas em um local próximo aos protestos. De acordo com o secretário Wagner Mesquita, a mega operação envolveu diretamente 1700 PMs. Segundo ele, o planejamento foi feito seguindo o panorama repassado pelas lideranças dos movimentos sociais.

A operação contou com cerca de 400 guardas municipais, além de policiais militares, civis, federais, agentes de inteligência e policiais rodoviários federais e estaduais. O balanço das ações é positivo, já que não foram registradas ocorrências graves. O secretário explica que a polícia científica apurou alguns boatos de que grupos estavam se organizando para promover baderna na cidade, o que de fato não aconteceu.

“Foram veiculadas várias mensagens em redes sociais dizendo que iriam promover quebra-quebra, então todos esses fatores foram levados em consideração tanto no planejamento como na execução. Foram registradas duas pequenas ocorrências envolvendo o uso de rojões, em uma delas houve a prisão do indivíduo que, inclusive era monitorado por tornozeleira eletrônica. A segunda ocorrência ainda está sendo investigada, e houve uma lesão próxima ao local de manifestação, mas que nada tem a ver com o evento”, explicou.

Efetivos de outras cidades paranaenses foram chamados para a operação, para isso, foi necessário arcar com os custos do transporte e das diárias dos policiais. A Secretaria de Segurança Pública ainda está contabilizando os gastos com o esquema.

A Polícia Militar cadastrou todos os jornalistas que queriam acompanhar o depoimento do ex-presidente Lula. No total, foram 650 profissionais de imprensa credenciados, de sete países diferentes.