Soldado da PM foi morta por vingança, diz delegado

Bárbara Aline Gonçalves da Rocha

Três suspeitos de terem assassinado a soldado Bárbara Aline da Rocha, da Polícia Militar, foram presos na tarde de sexta-feira (6), em um sobrado em Guaratuba, no litoral do Paraná. A ação foi realizada por policiais do serviço reservado da Polícia Militar em parceria com a Polícia Civil. Uma denúncia anônima levou os policiais até os suspeitos, que estavam escondidos na mesma casa.

De acordo com o delegado-titular da Delegacia de Pinhais, Haroldo Luiz Vergueiro Davison, logo após o crime que ocorreu no dia 24 de dezembro, a Polícia Civil conseguiu identificar os suspeitos e solicitar o mandado de prisão, cumprido nesta sexta. “Foi uma resposta positiva para a população e para a instituição policial”, afirmou.

Em entrevista coletiva realizada na tarde deste sábado (7) o delegado afirmo que o crime ocorreu por vingança. Bárbara teria reagido a um assalto e baleado um dos criminosos. Na ocasião, comparsa do bandido jurou vingança para a PM. O segundo envolvido é filho de um tenente do mesmo batalhão de Bárbara, o militar não tem envolvimento com o caso.

Segundo o secretário estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, a prisão é resultado da integração das polícias. “A Polícia Civil ouviu todos os envolvidos, coletou provas, e buscou, junto ao Judiciário, dois mandados de prisão temporária e um de prisão preventiva, e a Polícia Militar manteve diligenciando no Estado inteiro”, afirmou.

A soldado Bárbara, de 24 anos, morreu no dia 24 de dezembro. Ela estava de folga, na loja do irmão, quando foi atingida na cabeça, a queima roupa, por um disparo de arma de fogo. Ela não resistiu ao ferimento e morreu no local.

Além do inquérito aberto na Polícia Civil, a PM também faz uma investigação interna para apurar o caso.

À época do crime, a polícia confirmou que investigava a possibilidade de a morte da soldado ter relação com uma ocorrência atendida por ela dias antes em Piraquara. No episódio, ela se envolveu em um confronto com suspeitos e um deles teria sido morto.

A policial militar fazia parte da corporação há três anos e atuava no Batalhão da Polícia de Guarda, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.