Um dos suspeitos de matar policial é filho de outro PM

Foto: Divulgação
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Com Tabata Viapiana

Um dos suspeitos de matar a soldado da Polícia Militar, Bárbara Aline da Rocha, de 24 anos, é filho de outro policial militar. O suspeito foi preso no litoral do Paraná, na última sexta-feira (6), junto com outras duas pessoas que também teriam participado do crime. A soldado foi morta na véspera do Natal, em Pinhais, município da Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Os presos são dois homens, de 23 e 25 anos, e uma mulher de 20 anos. Um dos rapazes é filho de outro policial militar, que atua no mesmo batalhão da soldado Bárbara Aline da Rocha. O suspeito já tinha passagens pela polícia por homicídio, roubo e tráfico de drogas. Ele também está baleado na perna e há suspeita de que o tiro pode ter sido disparado pela própria Bárbara.

> Soldado da PM foi morta por vingança, diz delegado

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Haroldo Davison, o policial militar, pai do suspeito, não tem envolvimento algum com o crime. “O pai, o policial militar, não está envolvido com os fatos. Ele, inclusive, abomina as atitudes do filho de estar no mundo do crime e não é conivente com isso”, declara Davison.

Polícia pede prisão de quatro suspeitos de matar policial na véspera de Natal

O tenente-coronel Eroni Roberto Antunes, do Batalhão de Polícia de Guarda (BPGd), onde Bárbara estava lotada, disse que o pai do suspeito até colaborou com as investigações. O PM continua trabalhando normalmente na corporação.

De acordo com o delegado, Bárbara foi morta por vingança. Isso porque, no dia 18 de dezembro, ela foi vítima de uma tentativa de assalto. Na ocasião, reagiu e atirou num dos assaltantes. Seis dias depois, na véspera do Natal, Bárbara estava de folga, numa loja da família, em Pinhais, quando foi surpreendida pelos suspeitos. “Foi por vingança. No dia do crime eles foram até o local. Souberam onde ela estava posicionada. Depois, Felipe, mais conhecido como “Pepa”, já sabendo onde ela estava sentada e com crueldade pediu a arma dela. Ele a tomou das mãos dela, colocou na cintura e disparou dois tiros”, diz.

> Câmera de segurança flagrou o momento do disparo

Com a análise das câmeras de segurança da loja, foi possível identificar os três suspeitos. As investigações continuam, pois a Polícia acredita que pelo menos outras quatro pessoas tenham participado do crime.