Pessuti ressalta ficha limpa em sua posse na presidência do BRDE

Foto: Orlando Kissner/ANPr
Foto: Orlando Kissner/ANPr

Fernando Garcel e Mariana Ohde

O ex-governador do Paraná, Orlando Pessuti, assumiu na manhã desta terça-feira (14) em Curitiba o cargo de diretor-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Durante o evento, Pessuti enalteceu sua carreira e ficha limpa, ao argumentar que está apto para o cargo.

Antes de assumir a presidência do BRDE, Pessuti ocupava uma das diretorias da instituição. A solenidade contou com a presença de autoridades dos três Estados do Sul, parceiros e clientes do banco.

Como controladores do BRDE, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estabeleceram governança colegiada na instituição, cabendo a cada Estado assumir a presidência do Banco por um período de um ano e quatro meses, dentro do tempo de mandato de seus respectivos governadores.

A gestão 2015-2019 no BRDE teve como primeiro diretor-presidente Neuto de Conto, de Santa Catarina, sucedido por Odacir Klein, do Rio Grande do Sul. Agora, cabe ao Paraná ocupar a presidência do banco.

“É um sentimento de alegria em poder, mais uma vez, estar à frente de uma instituição tão importante como é o BRDE. Estamos no caminho certo, o sentimento que temos é que estamos com a alma e a ficha limpa”, declarou Pessuti. “Se não estivermos limpos e isentos de qualquer comprometimento não poderíamos assumir”, ressaltou o novo presidente.

O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), ressaltou o investimento dos Estados para a capitalização do BRDE. “O BRDE tem contribuído de forma decisiva para o Paraná. Nós conseguimos, junto com os demais governadores do Sul, capitalizar esse banco. Nós injetamos R$ 200 milhões. Outros R$ 200 milhões de cada estado do Sul. Isso alavanca sete vezes mais recursos para o financiamento da produção”, garante Richa.

Para o ex-presidente do Banco, Odacir Klein, o desafio da atual gestão é ampliar as fontes de recurso de financiamento, buscando parcerias com entidades como a Financiadora de Estudo e Projetos (Finep). “Enquanto a minha gestão enfrentou a crise econômica e problema da inadimplência, agora é preciso resolver o problema da diminuição dos recursos do BNDES. Agora estamos na busca de outros meios, recursos internacionais e das mais diversas origens”, explicou.

Programa de desenvolvimento sustentável da ONU

O evento também marcou a assinatura do memorando de entendimento (MoU) entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o banco. A proposta é fortalecer a colaboração entre as partes em áreas de interesses comuns para promoção e alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Região Sul.

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“O acordo que estamos assinando com o PNUD e ONU, que trata dos objetivos de desenvolvimento sustentável, é uma demonstração de que o BRDE, ao longo de seus 56 anos, trabalhou para que tivéssemos desenvolvimento e geração de emprego e renda dentro dos princípios do respeito ao desenvolvimento sustentável e das pessoas”, declarou Pessuti.

Entre os destaques de desenvolvimento sustentável e ambiental, Richa citou a evolução do Porto de Paranaguá. De acordo com o governador, o principal porto do Estado ocupava o “vergonhoso” 26º lugar no ranking de desempenho ambiental da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mas recebeu, há duas semanas, a informação que agora é o melhor do país.

Richa ressaltou que o Paraná foi o primeiro estado do mundo a aderir às metas da ONU e que, agora, o acordo foi expandido às empresas públicas e aos 399 municípios paranaenses. “Em janeiro, o Paraná vai receber, na Suíça, um reconhecimento pela adesão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU”, disse. “Todas as medidas e ações tomadas pelo governo são revestidas pela preocupação com o meio ambiente. Um exemplo é o Porto de Paranaguá, que ficou em primeiro lugar em desenvolvimento ambiental no Brasil”, ressaltou.