Ligado ao MBL, vereador poderá perder mandato em Maringá

Foto: Reprodução / Facebook
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Redação com Eduardo Xavier | Metro Jornal Maringá

O Partido Verde (PV) protocolou um pedido de abertura de uma Comissão Processante contra o vereador Homero Marchese (PV) por suposta quebra de decoro parlamentar na Câmara de Maringá. O processo pode resultar na cassação de seu mandato. O vereador também será submetido à comissão de ética do PV, que tem 30 dias para avaliar o caso, e pode terminar com a expulsão do parlamentar da sigla.

Com apoio do Movimento Brasil Livre (MBL), Marchese foi o vereador mais votado em Maringá nas eleições de 2016.

Entre as acusações, o vereador seria responsável por usar a senha do sistema da Secretaria de Educação para acessar informações sigilosas, indicar Ezio Ribeirete Coelho, condenado por improbidade administrativa, para assessor parlamentar da Câmara, o que é crime, e usar o cargo para perseguir um servidor do município.

“O servidor relatou que está sofrendo perseguição pessoal, que está sendo coagido pelo vereador”, disse Ederlei Alkamin, presidente do diretório municipal do PV e secretário municipal de Meio Ambiente.

Recentemente, Marchese se evolveu em polêmica com o vereador Jean Marques (PV), com troca de acusações em uma sessão da Legislativo e em uma reunião dias depois entre parlamentares. A pedido do presidente Mário Hossokawa, os dois desistiram de protocolar pedidos de CP. O vereador também entrou em atrito com o presidente da Câmara após o parlamentar publicar na rede social e criticar gastos da Câmara com publicidade em veículos de comunicação social sobre a Semana da Pátria.

Outro lado

Marchese entende que o pedido de instalação da CP foi orquestrado pelo prefeito Ulisses Maia (PDT) e o vice-prefeito Edson Scabora (PV). “Já havia ouvido rumores de que a prefeitura faria isso por causa da minha postura contundente e contendente contra a administração. Mas não vou retroceder, vou continuar mostrando as falhas na administração”, disse.

O vereador diz que o pedido de criação da CP é “absurdo e sem validade” porque é diretor do PV e não foi convocado pelo partido para discutir a ação. Sobre as justificativas apresentadas pelo partido, Marchese afirmou que nunca existiu perseguição conta o servidor filiado ao PV, que obteve documentos sobre a fila em creches relativos a 2016 e que na condição de vereador este acesso é plausível e, por fim, que o assessor que trabalhou em seu gabinete por 5 meses não cometeu nenhum crime e a nomeação não fere da Lei da Ficha Limpa municipal porque ele recorre da ação no STJ (Superior Tribunal de Justiça).