Contas do PR ficam no azul pela 1ª vez no ano

Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Thiago Machado, Metro Jornal Curitiba

Apesar do ministro da Fazenda Henrique Meirelles ter dito, na semana passada, que “a recessão já terminou e que o Brasil já voltou a crescer”, o secretario estadual da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, é mais cuidadoso em sua avaliação. “Chegamos ao fundo do poço em março, esperamos não cavar mais em abril. Tomara que tenhamos encontrado uma pedra”, compara.

O início do ano foi muito ruim para a arrecadação estadual. Frente ao que havia sido estimado no orçamento, foram dois rombos expressivos em janeiro e fevereiro, meses registraram déficits de R$ 211 milhões e R$ 48 milhões, respectivamente. Já em março houve um pequeno acréscimo de R$ 3 milhões.

4,34% foi a queda do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma “prévia” do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), em 2016 no Brasil. O número oficial do PIB será divulgado em abril.

O resultado não é tão alentador porque, segundo o secretário, foi puxado menos pela atividade produtiva e mais por mudanças tributárias. “Aconteceram várias medidas, como retiradas de benefícios fiscais, cobranças de inadimplentes e também uma certa melhora em alguns setores econômicos”, explica.

O governo do Estado retirou, no final do ano passado, benefícios fiscais de alguns setores caso do de medicamentos, têxtil e de álcool.

Entre as atividades que tiveram aquecimento, embora ainda tímido, está o setor automotivo, de fármacos, bebidas, alimentos e peixes. Por outro lado houve quedas nos setores de combustíveis, fumo, energia e telecomunicações – o que torna o cenário futuro ainda incerto,

Safra

Apesar da safra recorde neste ano, o setor tem pouco impacto na arrecadação, visto que é altamente desonerado. “O impacto vem da reativação da atividade econômica geral”, diz o secretário.