Denúncia contra senadoras que ocuparam a presidência do Senado é arquivada

Foto: Lula Marques/Agência PT
Foto: Lula Marques/Agência PT

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e outras cinco parlamentares que foram denunciadas ao Conselho de Ética do Senado após ocupar a cadeira do presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), durante um protesto para suspender a sessão que votou a Reforma Trabalhista, tiveram o processo arquivado por 12 votos a 2.

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O requerimento já havia sido autorizado pelo presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto (PMDB-MA), e tinha como alvo as senadoras Ângela Portela (PDT-RR), Regina Souza (PT-PI), Lídice da Mata (PSB-BA), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezerra (PT-PB), além de Gleisi.

O processo foi retirado após Humberto Costa (PT-PE) apresentar um requerimento solicitando o arquivamento da denúncia. “Em tempo de criminalização da política não pode esta Casa Legislativa adentrar a essa seara tentando intimidar o legítimo direito de manifestação de seus pares”, afirmou o senador no pedido que foi acompanhado por outros 21 parlamentares.

Ocupação

A parlamentar paranaense foi acompanhada inicialmente pelas senadoras Fátima Bezerra (PT-RN) e Vanessa Grazziotin (PC do B-AM). Outras senadoras acompanharam o movimento logo depois. Além das três, ocupam as cadeiras as senadoras Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Benedita da Silva (PT-RJ), Kátia Abreu (PMDB-TO), Regina Sousa (PT-PI) e Lídice da Mata (PSB-BA).

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Irritado com a situação, o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB-CE) decidiu suspender a sessão e ordenou que os microfones fossem cortados e as luzes apagadas. “Nem na ditadura se fazia isso”, reclamou.

Questionada se a atitude era democrática, Gleisi declarou que o Brasil vive uma situação de anormalidade. “No momento em que nós não temos uma situação de normalidade, temos um golpe e um presidente denunciado. Não nos resta alternativa que não seja uma atitude anormal. Eles vieram para cá pra aprovar em uma hora essa reforma”, declarou. “Os trabalhadores não podem discutir. Não podem entrar no Congresso. É muita maldade tirar direitos de trabalhadores que ganham dois salários mínimos”, disse a senadora.

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