“Deram tiro de garrucha no Aécio e ele não aguentou”, diz Lula

Reprodução / Facebook / Lula
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (18), em entrevista à rádio Super Notícia FM, de Belo Horizonte, que pretende fazer uma caravana pelo Sul País, logo depois de sua passagem por Minas Gerais.

Chamada “Caravana Lula pelo Brasil”, a sequência de roteiros de Lula teve início pelo Nordeste, por onde passou por 30 cidades em um ônibus.

Agora, o ex-presidente deve passar por 12 cidades de Minas Gerais, na caravana que começa no dia 23 e se encerra em 30 de outubro .

“Depois da caravana de Minas Gerais quero fazer o Sul e o Norte do país”, anunciou.

Aécio

Na entrevista, Lula também comentou a vitória do senador Aécio Neves (PMDB-MG) na votação desta terça-feira no Senado. “Me dão tiro de canhão todo dia e estou vivo. Deram um tiro de garrucha no Aécio e ele não aguentou”, disse o ex-presidente.

Réu em seis ações penais na Operação Lava-Jato, Lula acusou o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) de mentirem a seu respeito.

“A Polícia Federal e o Ministério Público da Lava Jato mentiram. Eles q tem que se explicar e pedir desculpas agora por destruir a indústria”, ataca.

Candidato

Com discurso de candidato, o ex-presidente propôs maior investimento do Estado para fazer o Produto Interno Bruto brasileiro voltar a crescer e reduzir a dívida pública.

“É preciso que o Estado tenha capacidade de investimento e de indução do desenvolvimento. É preciso que a iniciativa privada acredite naquilo que o governo está falando e faça um investimento”, disse.

Lula voltou a defender aumento de consumo e demanda para que o “dinheiro do estrangeiro seja investido no Brasil”. O ex-presidente é contra a privatização de estatais. “Quando as pessoas começam a consumir, a roda gigante da economia começa a girar”, disse.

Para Lula, um dos dos principais erros na economia no governo Dilma Rousseff foi as desonerações de impostos feitas as empresas entre 2011 e 2014, o que teria obrigado o governo a anunciar corte de gastos.

O petista também citou o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba, como um dos empecilhos nas mudanças propostas por Dilma em seu segundo mandato.

“Quando ela tentou fazer alguma mudança na economia ela tinha na Câmara dos Deputados 1 presidente [Eduardo Cunha] que não queria ajudar a Dilma e que dificultava qualquer medida que ela mandasse para o Congresso Nacional”, afirmou.

“Temos q analisar as circunstâncias que levaram Dilma a ter mais dificuldade que eu. Por exemplo um presidente da Câmara que dificultava”, disse.

Veja a íntegra da entrevista.