Fruet intercede e vereadores do PDT devem votar contra pacote de Greca

Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal
Foto: Rodolfo Buhrer / Paraná Portal

Após a pressão de servidores contra o pacote de medidas proposto pela Prefeitura de Curitiba e suspensão da sessão que votaria quatro projetos em regime de urgência na Câmara Municipal, o ex-prefeito Gustavo Fruet (PDT) convocou uma reunião com vereadores do partido para interpelá-los a votar contra as medidas. A reunião aconteceu na manhã desta quarta-feira (14).

A executiva municipal do PDT de Curitiba decidiu fechar questão para orientar que sua bancada na Câmara vote contra os projetos do prefeito Rafael Greca (PMN). A sessão que votaria os projetos está suspensa e pode ser retomada na semana que vem.

De acordo com a decisão do partido, os vereadores devem se posicionar, em especial, contrários os projetos que representam aumento de tributos, retirada de recursos do fundo previdenciário e mudança da data-base dos servidores.

“Por ironia, a obrigação de correção anual dos salários dos servidores decorre de Lei de 1994, de autoria do atual prefeito. Importante lembrar que os projetos não mexem só com a carreira de servidores, como afirma a atual gestão. Todos serão impactados por reajustes”, diz comunicado da assessoria de Gustavo Fruet.

Cenário

Se os vereadores seguirem a orientação do partido, o prefeito perde cinco votos – três deles, dos vereadores Tito Zeglin, Toninho da Farmácia e Zezinho Sabará – líder da bancada, estariam destinados a favorecer a aprovação do pacote.

Os vereadores Goura e Marcos Vieira já haviam decidido não votar ou votar contra o pacote.

Tito Zeglin afirmou que vai seguir a orientação do líder da bancada. “Vamos seguir a orientação do líder, vai ter uma reunião (entre os vereadores) e ele vai orientar o posicionamento”, disse.

Com a nova posição do partido, o pacote teria 25 votos favoráveis, 12 contrárias e um indeciso até agora. Embora haja a possível debandada de vereadores do PDT, os projetos ainda assim seriam aprovados no cenário atual.

Apenas uma das quatro medidas em pauta, a que cria a Lei de Responsabilidade Fiscal, exige aprovação de maioria absoluta (50% dos votos mais 1). As outras três precisam de apensa maioria simples, ou seja, um terço dos vereadores (12).

Procurado, o vereador Zezinho, líder do PDT na Câmara, não atendeu as ligações da reportagem.

Críticas

A nota também critica outras medias, com o aumento na tarifa do transporte. “Objetivo é apenas garantir recursos imediatos para investimentos no curto prazo, gerando novo passivo, armando bomba-relógio para futuras gestões”, dispara.

De acordo com Fruet, a gestão pedetista adotou medidas de ajuste em cenário de queda do PIB e queda da receita, “ampliando investimentos e serviços com absoluta responsabilidade fiscal. Gradativamente estes serviços estão sendo fechados pela atual gestão, em especial nas áreas da saúde e educação”.