Greca pode ter até 35 dos 38 vereadores

Roger Pereira

A formação dos blocos partidários para a eleição da Mesa da Câmara Municipal e a votação dos vereadores na sessão especial desta segunda-feira indicam que o prefeito Rafael Greca (PMN) não terá muita dificuldade na Casa, governando com uma ampla maioria de parlamentares na sua base de apoio.

De saída, Greca já conta com o apoio de 25 dos 38 vereadores que formaram o bloco majoritário da eleição da mesa e conta com a maioria dos partidos que o apoiou na eleição de outubro (PSDB, PSB, SD e DEM, entre outros), mas, também, com os partidos dos seus principais adversários: o PSD, de Ney Leprevost, e o PDT, de Gustavo Fruet.

No outro bloco formado, apesar de seu líder, Helio Wirbiski (PPS) declarar uma postura de independência, está, entre os 10 vereadores que o compõe, a bancada do PTB, que tem o líder do governo, Pier Petruzziello.

Assim, apenas os dois vereadores do PMDB, Noêmia Rocha e Professor Silberto, e a vereadora do PT, Professora Josete, devem fazer oposição a Greca. “Nós tivemos candidato a prefeito, com um programa definido para a cidade, que diverge da proposta do prefeito eleito. Obviamente temos visões diferentes. Mas não muda a posição que sempre tive durante todos os meus mandatos: apoiarei os projetos que forem importante para a cidade, mas teremos uma posição crítica e procuraremos qualificar a discussão”, disse Josete, que não se assusta com a ampla maioria do prefeito. “Nunca tivemos uma situação diferente. Faremos nossa tarefa de fiscalizador e contaremos com a mobilização popular para conseguir o que pode ficar inviabilizado na articulação política”.


Wirbiski afirmou que o bloco que lidera foi formado exclusivamente para a eleição da Mesa e tende a ser extinto (o regimento da Casa impede que os partidos integrem um novo bloco neste ano). Segundo ele, a formação do bloco foi necessária para que a Mesa eleita assumisse alguns compromissos defendidos pelos 10 vereadores representados, como a não construção do novo prédio e a criação da TV Câmara.

Para o líder do prefeito, Pier Petruzziello, ainda é cedo para se contabilizar o tamanho da bancada de apoio, mas crê num cenário de tranquilidade para a aprovação das propostas enviadas pelo prefeito à Câmara. Para ele, nesta situação, seu trabalho será muito mais de articular as demandas dos vereadores junto à prefeitura do que de convencer os colegas a aprovar as propostas do prefeito. “Mas ainda é muito cedo. Há muitos vereadores novos. Precisamos entender a forma de atuação deles. Há, no momento, uma tendência de tranquilidade, mas tudo ainda depende de uma boa conversa”, disse.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal
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