Maia decreta moratória de 60 dias para avaliar contas deixadas pelo ex-prefeito

Fernando Garcel

Murilo Gatti | Metro Jornal Maringá

No primeiro dia de trabalho, o prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), anunciou que vai decretar a moratória de 60 dias nas contas da prefeitura. A medida foi tomada em caráter preventivo, com o objetivo de reavaliar os contratos firmados pela gestão anterior e evitar qualquer pagamento irregular.

A moratória vai ser coordenada pelos secretários da Fazenda, Orlando Chiqueto Rodrigues, de Gestão, Laércio Fondazzi, e do procurador-geral do município, Alexis Kotsifas. “Fomos indicados pelo prefeito para fazer o levantamento de todos os contratos, de serviços essenciais ou não, para decidirmos o que será ou não, pago neste momento, o que faremos com muita responsabilidade”, afirmou Kotsifas.

Segundo o secretário da Fazenda, Orlando Chiqueto, a nova administração ainda aguarda o fechamento das contas do último ano da gestão de Carlos Roberto Pupin (PP), para saber quais são os restos a pagar deixados pelos ex-prefeito, bem como se as contas do ano passado foram fechadas com superávit.

Pela manhã desta terça-feira (3), a comissão de secretários nomeada para coordenar a moratória realiza uma primeira avaliação das contas. “Vamos definir os critérios para entender as despesas essenciais e urgentes, que merecem ser quitadas, e aquelas que precisam de uma melhor avaliação. Esta decisão é para tomarmos par da situação, para uma melhor avaliação do fluxo de caixa e do planejamento financeiro para a continuidade do pagamento dos nossos fornecedores, que são de suma importância”, afirmou o secretário da Fazenda.


Para Chiqueto, o mais importante é que a comunidade não seja afetada com a paralisação dos pagamentos pelo poder público. “A comunidade não pode perceber nenhum ato administrativo da nova gestão. Nenhuma decisão neste momento poderá interferir no resultado final dos serviços”.

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