Mesquita publica “textão” sobre saída da Sesp

Foto: Osvaldo Ribeiro/SESP

BandNewsCuritiba

O ex-secretário Wagner Mesquita, que foi substituído no comando da pasta pelo delegado Júlio Reis, depois de pressão de setores da Polícia Militar, publicou um texto nesta terça-feira (8) de madrugada em que lembra das crises que enfrentou nos últimos anos. Sem mencionar o fato que teria gerado a saída dele da Secretaria, Mesquita disse que “em um ano de eleições, o caráter político nas decisões de governo ganha importância”. Ele diz reconhecer que política não é o forte dele. Mesquita afirmou que prefere policiar e obter resultados.

Segundo ele, como gestor da pasta buscou o melhor armamento, os melhores equipamentos, enfrentou privilégios, interesses, e combateu monopólios. “Se esse era o preço, pago de bom grado”, escreveu Mesquita. Apesar do desabafo, o delegado federal agradeceu ao governador Beto Richa por confiança e oportunidade de trabalho. Mesquita disse que saia ciente de que fez seu melhor, “dentro das circunstâncias”.

No longo texto, o ex-secretário fala da competência de profissionais com quem trabalhou e diz que recebeu uma secretaria de segurança endividada, em crise, sem viaturas nem armas, sem atividade de inteligência operacional, criticada pela sociedade e com baixa moral. Para Mesquita, a Secretaria entregue por ele tem instituições policiais respeitadas, profissionais, bem vistas pelo povo paranaense e reconhecidas em todo o Brasil.

Ele também cita muitas crises que enfrentou, desde crimes graves, grandes manifestações, reintegrações, invasões de escolas, votações e atos públicos e políticos sensíveis, sanados com técnica e profissionalismo.

Sobre a questão mais recente, em que uma família aguardou 13 horas por uma viatura do IML para recolher o corpo de uma vítima de assalto, Mesquita afirmou que a crise também foi sanada com a locação de viaturas novas e criação da central de despachos 24 horas, com uso de GPS nas viaturas. Problemas graves são típicos da natureza da pasta, e se assim não fosse não haveria necessidade de Secretário atuante, disse Mesquita. Ele finaliza o texto enaltecendo a competência do substituto e com a poesia Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias.