Richa explica novo pacotaço: as medidas de austeridade devem ser permanentes

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O governador Beto Richa explicou, em entrevista ao Paraná Portal nesta terça-feira, o novo pacote de ajustes fiscais para reduzir despesas enviado pelo governo à Assembleia Legislativa. De acordo com chefe do Poder Executivo, as medidas fazem parte da reestruturação da máquina pública e devem ser “permanentes em uma administração responsável”. O governador participou de um evento, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, para repasse de recursos aos municípios.

As propostas chegaram à casa de leis na última quinta-feira (3) e foram lidas em plenário nesta segunda-feira (7). Ao todo, foram 15 projetos protocolados em regime de urgência.

Entre as mudanças estão ações administrativas, como a que deve retardar aposentadorias e adiar contratações de militares.

“Na área de contratação de policiais – que já fizemos uma grande contratação, mas queremos ainda mais policiais nas ruas – é a compra da folga de policiais, policial poder postergar sua aposentadoria. Mas tudo isso, é a critério do policial. Ele tem todos seus direitos resguardados, mas se quiser complementar o seu salário, vender a sua folga para continuar na atividade ou postergar porque muitos aposentam com pouca idade, podem prestar um bom serviço ainda a comunidade. Já tem a experiência do exercício das suas funções, seria uma grande economia para o estado”, explicou.

Segundo o governo, a ideia é economizar cerca de R$ 200 milhões até dezembro do ano que vem.

“São medidas de mais corte de gastos, não tem ali aumento de impostos de arrecadação. E através do corte de gastos e despesas que nós vamos garantir uma sobra de caixa para ampliar ainda mais esses investimentos, que garantem desenvolvimento para o estado e qualidade de vida aos paranaenses. São recursos em todas as áreas da administração”, ressaltou.

Richa afirmou que as medidas de austeridade são necessárias e permanentes. O mandato do governador termina só em dezembro de 2018 e este já é o quinto pacote em menos de três anos.

“Medidas de reestruturação da máquina pública, eliminação de algumas estruturas, enxugamentos, enfim, tudo que é necessário. Porque eu digo sempre, as medidas de austeridade devem ser permanentes em uma administração responsável”, concluiu.