Senadores paranaenses votaram contra reforma trabalhista

Fotos: Alessandro Dantas / PT no Senado
Com informações da BandNews Curitiba

Os três senadores do Paraná se votaram contra a reforma trabalhista, aprovada no Senado na terça-feira (11) por 50 votos a 26.

A senadora do PT, Gleisi Hoffmann, foi uma das protagonistas do protesto que ocupou a mesa diretora da Casa e suspendeu a sessão por aproximadamente seis horas. Ao lado dela estiveram Fátima Bezerra (PT-RN), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Regina Sousa (PT-PI) e Lídice da Mata (PSB-BA). Gleisi havia prometido tomar a atitude durante o lançamento da “Frente Suprapartidária por Eleições Diretas Já”, em Curitiba, no último sábado.

“Os senhores estão retirando direito do povo pobre brasileiro, de quem ganha um ou dois salários, quem faz serviço terceirizado e acabando com os direitos das mulheres grávidas”, afirmou Gleisi em discussão no senado.

requiãoO senador Roberto Requião (PMDB) se posicionou por meio das redes sociais. “O fim da CLT aumenta marginalização do povo e conflito social causa insegurança”, tuitou nesta manhã. “Em 1917 tivemos a Greve Trabalhista, a maior da história do Brasil, 70% da força-trabalhista parou reivindicando salário mínimo, previdência, férias, jornada de 8 horas, aposentadoria garantida e hoje, sob o título da modernização querem acabar com todas as garantias e conquistas dos trabalhadores no país”, disse em vídeo no Facebook.

Alvaro Dias (Podemos) questionou a reforma.  “Não é no grito que se promove reforma no país. O Brasil espera reforma com inteligência, com debate democrático e o voto. As divergências se resolvem no campo democrático do debate. O contraponto sempre é salutar, a possibilidade de protestar e contestar e tentar aprimorar com sugestões a legislação é saudável”, afirmou.

O projeto segue para a sanção do presidente Michel Temer. Em carta assinada ao Senado ele prometeu alterar pontos polêmicos da reforma trabalhista. A medida foi adotada para não atrasar a aprovação – uma vez que alterações feitas no Senado levaria o projeto novamente para a Câmara dos Deputados.

Entre os pontos a serem revistos está o contrato de trabalho intermitente, jornada de 12 horas de trabalho com 36 de descanso e trabalho insalubre para gestantes e lactantes.

Nesta manhã (12) o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que não vai aceitar alterações no projeto.