Serraglio comenta “lista de Fachin”, crise penitenciária e explica grampo da “Carne Fraca”

Foto: Juliana Goss
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Juliana Goss  e Narley Resende

O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, esteve reunido com o secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária, Wagner Mesquita, e com o diretor do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo Moura, na tarde desta quinta-feira (13).
Serraglio falou da implantação do Centro Integrado de Comando e Controle, das ações do Plano Nacional de Segurança Pública, e das 14 obras de ampliação e construção de penitenciárias do Paraná. As obras estão em andamento e vão gerar quase sete mil novas vagas para o sistema penitenciário, a custo estimado de mais de R$ 130 milhões.

Questionado pelos jornalistas sobre a conversa gravada pela Polícia Federal durante as investigações da Operação Carne Fraca em que Serraglio chama de “grande chefe” um dos líderes do esquema, o ex-superintendente regional do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) Daniel Gonçalves Filho, o ministro voltou a negar as acusações: “eu me reportei ao chefe regional do Paraná… “o grande chefe, o que é que está acontecendo no frigorífico de Iporã, eu falei, não há um rito para isso para vocês fecharem? Tudo o que está gravado é exatamente isso que eu reproduzi aqui”, argumentou.

Serraglio também comentou a polêmica “lista de Fachin”, na qual o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito contra oito ministros do governo Temer, 24 senadores e 39 deputados federais.

“Nós temos orgulho de termos um ministro paranaense, que é o ministro Fachin… e o que depender do nosso governo, o que depender do Ministério da Justiça, não será por isso que a Polícia Federal terá dificuldades em realizar a investigação… ela é uma polícia judiciária, ela está obedecendo o que o Supremo determina”, afirmou.