Bombeiros afirmam que uniforme da Operação Verão causa assaduras

Bombeiros no litoral do Paraná.
Foto: AEN
Da CBN Curitiba

A União dos Praças do Corpo de Bombeiros do Paraná formalizou um pedido de audiência com o comando geral da corporação para falar sobre várias reclamações sobre a Operação Verão. A principal delas é o uniforme, que estaria provocando assaduras nos salva-vidas e poderia dificultar salvamentos, na avaliação da entidade.

O pedido para discutir assuntos ligados à Operação Verão foi encaminhado por Henry Francis, presidente da União dos Praças do Corpo de Bombeiros. Segundo ele, o uniforme, composto por camisa de mangas longas e bermudão, provocam desconforto. “Os militares são obrigados a usar uma bermuda e isso gerou algumas assaduras, uma obrigação que nós precisamos retirar. Acreditamos que a utilização tenha que ser facultativa”, afirmou.

Ainda segundo Francis, a falta de condições ideais de conforto e mobilidade prejudica a atuação dos praças. “É uma atividade que exige atenção a todo momento então qualquer desconforto no militar vai interferir nessa atenção. É uma atividade que exige agilidade, velocidade na hora do salvamento. O guarda-vidas precisa se deslocar rápido na areia e na água”, disse.

O presidente da União dos Praças afirma ainda que a mudança do uniforme não foi discutida com o efetivo. “Antigamente nós tínhamos uma regata e uma lycra e esse ano é uma camisa mais solta, em outro tipo de material que também dificulta na natação. Tem vários questionamentos que entendemos que deveriam ser discutidos antes da operação com as pessoas que fazem o serviço de praia. Tivemos informações que nem todo os guarda-vidas receberam óculos de sol, além do protetor solar que também teve problemas”, explicou.

A União dos Praças formalizou o pedido de reunião com o comando na tarde desta sexta-feira (6) e aguarda resposta sobre as demandas.

Em nota, o Comando do Corpo de Bombeiros informou que a bermuda atualmente utilizada é o mesmo uniforme que estava sendo usado pelo efeito nos últimos anos e não há indicativo claro de que este tipo de efeito relatado na denúncia posse ser produzido, ou seja, assaduras ou dificuldades de salvamento. No entanto, a nota afirma que dependendo da condição climática, temperatura e característica de cada pessoa, isso pode acontecer, e precisa ser cuidado.

Ainda de acordo com a nota, na avaliação do Comando do Corpo de Bombeiros, a bermuda longa protege muito mais já que a sunga deixa mais áreas expostas. A nota finaliza afirmando que este tipo de uniforme protege mais e assim pode evitar câncer de pele e destaca que o bermudão segue padrões internacionais, como dos guarda-vidas australianos.