Morre o sambista Almir Guineto, criador do grupo Fundo de Quintal

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Morreu, na manhã desta sexta-feira (5), o sambista Almir Guineto, aos 70 anos, após complicações de problemas renais crônicos e diabetes. O músico é um dos fundadores do Fundo de Quintal e estava internado desde março no Hospital Clementino Fraga Filho, no Rio de Janeiro.

A informação sobre o falecimento foi informada nas redes sociais do artista. Por meio de nota a família agradeceu pelo apoio dos fãs.

“Comunicamos com pesar o falecimento do sambista Almir Guineto, na manhã desta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, em decorrência de complicações trazidas por problemas renais crônicos e diabetes. A família do cantor agradece pelas orações e o carinho de todos os fãs e admiradores. As informações sobre o velório e o sepultamento serão divulgadas em breve”, diz o comunicado.

Trajetória

Almir Guineto nasceu no Morro do Salgueiro, Zona Norte do Rio. Desde a infância teve contato com a música. Seu pai Iraci de Souza Serra era violonista e integrava o grupo Fina Flor do Samba. A mãe, Nair de Souza, conhecida como “Dona Fia”, era costureira e uma das principais figuras da Acadêmicos do Salgueiro. O irmão, Francisco de Souza Serra, conhecido como Chiquinho, foi um dos fundadores dos “Originais do Samba”.

Em 1970, Almir virou mestre de bateria e um dos diretores da Escola de Samba Salgueiro. Além disso, fazia parte do grupo de compositores que frequentavam o Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos. O músico foi o primeiro a introduzir o banjo adaptado com um braço de cavaquinho.

Em 1979, mudou-se para a cidade de São Paulo, onde se tornou cavaquinista dos Originais do Samba. Nessa época, a sambista Beth Carvalho gravou algumas de suas composições, como “Coisinha do Pai”, “Pedi ao Céu” e “Tem Nada Não”.

Nos anos 80, ajudou a criar o grupo Fundo de Quintal. O cantor e compositor ficou pouco tempo como integrante da banda, após isso seguiu carreira solo.